terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Estudo sobre o período dos Juízes - 5ª e última parte

    Como está escrito, Sansão, cuja mãe era estéril até o momento de ser visitada pelo anjo do Senhor anunciando-lhe a divina graça de uma gestação, pertencia à tribo de Dã, e desde o ventre foi consagrado ao Senhor (Nazireu). 
   Nessa época, enquanto a Grécia estava em pleno desenvolvimento, a cultura egípcia entrava em decadência.
    Cresceu em um lar onde Deus era adorado e sua missão era a de  libertar Israel das mãos dos filisteus,  cresceu sabendo qual era o propósito do Eterno para a sua vida.
Possuía uma força inigualável, que lhe era atribuída pelo Senhor, somente enquanto continuasse a LHE obedecer, mas viveu uma vida dissoluta e imoral, teve em suas mãos a chave da vitória, teve toda a autoridade de Deus para libertar os israelitas da opressão dos filisteus, mas acabou sendo preso por eles, Sansão foi guiado por suas paixões, e quebrou o voto com Deus.
    Iniciou apenas o processo de libertação dos israelitas das mãos dos filisteus, o que foi totalmente cumprido muitos anos mais tarde pelo rei Davi, que era "um homem segundo o coração de Deus".
    Em Juízes 14, a partir do versículo 3, podemos acompanhar o início da desobediência de Sansão. Mas recebeu o favor de Deus em seu momento final, com uma oração genuína, e por essa oração está entre os "Heróis da Fé".
    Data provável de sua atuação em Israel:  de 1038 a.C.  a   1018 a. C

           Após a morte de Sansão, "cada um fazia o que lhe parecia certo" - Juízes 17.6

                      

               
   Como a tribo de Dã não havia recebido herança entre as tribos de Israel, seus homens de guerra decidiram procurar um lugar para se estabelecerem. E com informações de espias que estudaram a região, chegaram a uma tranquila cidade chamada Laís.
Mataram todo o povo a fio de espada, reconstruindo a cidade e trocando o seu nome para "Dã", adotando a forma pagã de culto aos deuses estranhos. Esse também foi um período de grande anarquia, homossexualismo e idolatria...
   Homens perversos da região de Gibeá e da tribo de Benjamim, cometeram atrocidades provocando a guerra entre os israelitas e a própria tribo de Benjamim. Os homens das tribos de Israel cercaram, estrategicamente, os da tribo de Benjamim no deserto, exterminando-os.
E os poucos sobreviventes que restaram, apenas seiscentos homens benjamitas, para que a tribo não fosse extinta, foi-lhes dada a oportunidade de tomarem mulheres de Siló, reedificarem a cidade e voltarem para a sua herança.
                         E todos continuaram a fazer o que lhes parecia certo...

                               NOTA: Nesse período há um outro vácuo cronológico...
   
     Enquanto Josué estava preocupado com a questão da conquista da terra e a criação de um território nacional, os juízes preocupavam-se em manter a religião judaica, impedindo que os israelitas se contaminassem com a cultura pagã dos outros povos vizinhos, o que parece um paradoxo, pois Gideão casa-se com canaanitas;  permanece a questão se Jefté realmente sacrificou sua filha; Sansão casa-se com uma filistéia e toda a tribo de Benjamim teria se corrompido ao ponto de comparar-se com Sodoma, tendo sido castigada por todas as outras tribos.

    Seguindo todo esse período, surge Eli, aos 58 anos de idade, divinamente escolhido para os sagrados deveres do sacerdócio e posto no país como a autoridade judiciária mais elevada, exercendo grande influência sobre as tribos de Israel.
    Embora fosse um servo do Senhor, comodamente permitiu que seus filhos (Hofni e Finéias), que eram tidos como filhos de "Belial", seguissem seus próprios caminhos, sem contender com eles, até que Deus  anunciou a Eli que seus filhos morreriam em breve. Eli esteve no sacerdócio por quarenta anos, julgando a Israel, mas não teve sucessor entre seus descendentes, pois não havia entre eles ninguém digno para tal função diante de Deus, que responsabilizara Eli, como sacerdote e juiz, pela condição moral e religiosa do Seu povo, e em especial pelo caráter dos seus filhos. Durante quarenta anos Eli exerceu seu sacerdócio e seu juizado diante do povo.
    E foi no santuário de Siló que Ana, mulher de Elcana de Efraim, sempre subia ao monte para orar ao Senhor por um filho, pois era estéril, e prometia que, se Deus a abençoasse com um filho, ela o consagraria ao Seu serviço por toda a vida. E um dia, Eli vendo toda a sua aflição, dirigiu-lhe palavras de bênçãos - I Samuel 1.17.
E dentro de um ano, Ana deu à luz a um menino, dando-lhe o nome de Samuel ( que significa literalmente "Seu nome é Deus", seu significado contextual significa: "Pedido de Deus").       
   Durante seus primeiros anos de vida, ela manteve Samuel em sua casa. Depois ela o entregou a Eli para que o criasse.
Samuel foi crescendo seguindo as orientações religiosas de Eli, demonstrando ser obediente e um grande discípulo. Foi crescendo cheio de fé e de coragem, fortalecido pelo Espírito que Deus concedia sobre ele, sendo reconhecido pelo povo como seu futuro líder.
   Eli já estava bastante idoso, e também reconhecia que seu sucessor como juiz seria Samuel.
    Uma ocasião, sentado em sua cadeira, à beira da estrada, aguardando notícias sobre uma batalha entre os filisteus e o povo judeu, um mensageiro chegou correndo da batalha informando sobre a morte dos dois filhos de Eli e que a Arca de Deus havia sido levada pelos filisteus. Quando soube do destino da Arca, Eli caiu da cadeira, morrendo ao quebrar seu pescoço, com a idade de noventa e oito anos.
    A Arca Sagrada permaneceu com os filisteus por um período de sete meses. Durante esse tempo, eles sofreram muitas calamidades e infortúnios, levando-os a devolverem a Arca ao povo judeu, que foi levada para Bete-Semes, e depois da matança, por parte de Deus, de alguns homens que foram irreverentes em relação à Arca, esta foi devolvida para Quiriate- Jearim, permanecendo por vinte anos.
   E segundo grandes historiadores, somente a partir daí é que aparecem registros sobre a atuação de Samuel junto ao povo de Israel.

  Samuel foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas. Homem de profunda piedade e discernimento espiritual, dedicava-se totalmente à realização dos propósitos de Deus para o bem de Israel. Sendo ele descendente da linhagem de Arão, sucedeu a Eli no cargo sacerdotal. Ao que parece, foi o primeiro a estabelecer uma instituição para o preparo dos jovens que desejavam abraçar a vocação profética. Viu-se na contingência de guiar a Israel em algumas das mais profundas crises de sua história; no desempenho de suas funções, quase alcança a estatura de Moisés.
    Deus nunca pretendeu que Israel tivesse outro rei além DELE. Mas o povo começou a olhar para os outros povos ao redor e a desejarem um rei para si.
    Podemos afirmar que a vida do povo de Deus pode ser resultado de Sua vontade direta ou permissiva; Samuel foi comissionado para ungir a Saul, o primeiro rei, e a David, o maior dos reis de Israel.
   Samuel exercia suas funções como sacerdote e profeta e ainda como juiz e administrador.
   O Senhor sempre dava a vitória aos israelitas contra os filisteus, que durante todos os dias de Samuel não afligiram Israel.
   Samuel foi envelhecendo e sentiu a necessidade de instruir seus dois filhos  para seguirem com a função de juízes - I Samuel 8.1, mas eles não seguiram os passos de Samuel: Joel ("o que agrada a Deus"), seu primogênito, e Abias ( “O Senhor é meu Pai”), foram educados no temor do Senhor. Samuel ensinou-lhes tudo o que ele tinha aprendido sobre a vida e como viver no temor de Deus. Porém, esses dois filhos não agiam como seu pai esperava. 
   Quando cresceram, Samuel acreditou que mudariam se os colocasse como juízes e os fizesse assumir responsabilidades administrativas sobre o povo. 
Assim, ele lhes deu a função de seus ajudantes e lhes deu poder, e eles estabeleceram seus postos de juízo em Berseba, localizada na região sul de Israel.
Entretanto, isso foi pior. Os dois filhos de Samuel se tornaram rebeldes. Cobravam pagamento para fazer julgamentos, e atendiam de acordo com quem lhes pagasse melhor. A avareza fez com que eles pervertessem a administração da justiça e agissem de uma maneira corrupta.
O povo começou a temer que quando Samuel morresse, seus filhos tomassem seu lugar e então a situação se tornaria impossível de suportar. Por essa razão eles se aproximaram de Samuel e lhe pediram que escolhesse alguém para ser rei, I Samuel 8.6. 
Esperavam que um rei escolhido fosse melhor que os filhos de Samuel
Mesmo não se agradando da petição, ele sabia que o povo estava certo, e entristeceu-se pela forma como seus filhos viviam. Sentia que tinha fracassado como pai. Era muito triste ver o que faziam, ainda sabendo quais eram os caminhos de Deus.
Samuel consultou a Deus antes de confirmar a petição, alertando os israelitas quanto aos direitos de um rei sobre seus súditos e suas terras.
    Desde sempre, era da vontade de Deus permanecer como único Deus e Rei para o povo de Israel, mas não foi assim que a história aconteceu... e o povo insistiu com Samuel que orou mais uma vez ao Senhor, recebendo a seguinte ordem: "atenda-os e dê-lhes um rei" - I Samuel 8.22.
    E Deus revelou a Samuel que lhe enviaria um jovem da tribo de Benjamim para ser ungido rei sobre Israel. E foi assim que aconteceu o encontro entre Saul e Samuel - I Samuel  9. 1-27
    
               ** Samuel foi o elo entre o período dos Juízes e o período monárquico. 


         A Bíblia não estabelece por quanto tempo Samuel julgou a Israel. Diz, no entanto, que julgou Israel todos os dias de sua vida, e não meramente no tempo de seu juizado - I Samuel 7.15.
                 ** A tradição judaica lhe outorga o título de primeiro dos profetas maiores.



        A grande dificuldade encontrada foi a de definir o início e o término de cada juizado, devido aos vácuos cronológicos, argumentados sempre pelos grandes historiadores que ressaltam que a simples soma do tempo de atuação dos juizes israelitas dá um total que difere do tempo de perseguição informado no livro de Juízes. 
A conclusão diante dessa realidade é que alguns relatos de perseguições e de
juizados se sobrepõem.  
O historiador Archer diz que é preciso entender que houve períodos nos quais
duas carreiras coincidiram no todo ou em parte. Ele apresenta como prova disso o texto
de Juízes 10.7 que mostra que a perseguição sobre os amonitas e sobre os filisteus se deu ao mesmo tempo, presumindo que ao mesmo tempo também atuaram os juízes que
combateram esses povos.

Encerramos aqui o resumo sobre o período dos Juízes sobre os israelitas, desejando que tenha atingido a expectativa,  lembrando para que a Bíblia Sagrada seja consultada sempre.
 



        


    

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Estudo sobre o período dos Juízes - 4ª parte

    Concluímos no estudo anterior que Abimeleque, homem terrivelmente ambicioso, tornou-se  juiz, não por ter sido escolhido por Deus, mas por sua própria imposição, primeiramente por meio dos chefes de seu clã, e depois por aclamação popular. Para consolidar sua autoridade, mandou matar os setenta filhos de seu pai. Apenas Jotão, entre os filhos de seu pai, sobreviveu ao massacre. 
    Como usurpou temporariamente o poder local, com aparente plano de estender este poder às demais regiões do país, o tempo que dominou sobre Israel não entra no cômputo total de Juízes. 


   O novo juiz que se levantou para guerrear contra os amonitas, depois da morte de Abimeleque, chamava-se Tola, da Tribo de Issacar. Tudo o que se sabe sobre ele está nos dois primeiros versículos do capítulo 10: seu pai, seu avô, sua tribo e onde morava. Foi juiz durante vinte e três anos. Durante esse tempo não houve nada de notável. 
Julgou Israel por um período de vinte e três anos, entre 1241 e 1219 a.C.,  subjugando o povo amonita.


NOTA: Não encontramos fatos notórios sobre sua liderança, ou qualquer registro sobre o comportamento dos israelitas após sua morte. Mas podemos concluir que o povo tornou à adoração aos deuses das outras nações.


    Após a morte de Tola, Deus levantou Jair, da cidade de Gileade como juiz entre os israelitas. Pela informação nos poucos versículos sobre o gileadita, ele devia ser de uma família rica e influente na região. Como não há maiores registros sobre o seu período como juiz, acreditamos que nada de notável aconteceu durante os vinte e dois anos que julgou Israel, o povo pode ter tido paz (1131 - 1109 a.C).

      Os problemas voltaram a acontecer após a morte de Jair. O povo, prosperando pela paz que existia, voltou-se novamente para os ídolos e deuses das nações vizinhas, deixando de servir ao Senhor.
     Parece incrível que após tantas experiências dolorosas vividas no passado, os israelitas não aprendiam a lição. Quando ficavam sem um juiz temente a Deus, afastavam-se do Senhor e depois sofriam as consequências nas mãos dos inimigos que os rodeavam.
    Dessa  vez os israelitas foram submetidos à servidão pelos amonitas e filisteus durante dezoito anos. Os amonitas ainda atravessaram o Jordão para atacarem as tribos de Judá, Benjamim e Efraim.

NOTA: O povo amonita é descendente de Amom, filho incestuoso de Ló com sua filha mais nova, quando ele estava embriagado. Sua terra se localizava em frente a Jerusalém, do outro lado do rio Jordão;
Ao sul, ficava a terra do povo moabita, descendente de Moabe, o outro filho incestuoso de Ló com sua filha mais velha, quando ele estava embriagado ( Gn. 19. 30.38).
Geralmente esses dois povos eram aliados e inimigos poderosos dos israelitas.

     A situação tornou-se tão angustiante, que os israelitas, mais uma vez, clamaram ao Senhor confessando seus pecados (Jz 10. 6-18) e o Senhor os lembrou de todos os seus maus caminhos, rejeitando-os...
Os israelitas provaram o seu arrependimento, lançaram fora os deuses dos outros povos, e voltaram-se para o Senhor, que sendo um Deus amoroso, mais uma vez teve compaixão dos israelitas.
  E assim, o Senhor levanta Jefté (Jeftá), da Tribo de Gades (7º filho de Jacó). Era homem valoroso, guerreiro e temente a Deus, vivendo numa época de crise, com o cerco dos amonitas e dos filisteus.
  Os grandes estudiosos afirmam que graças às informações sobre o seu período como juiz, foi possível sincronizar as datas de todos os juízes de Israel.
Filho de uma mulher canaanita (por isso ela é chamada de prostituta), foi expulso de casa por seus meio-irmãos, indo habitar numa cidade de nome Tobe (a leste de Gileade). 
Quando os amonitas entraram em guerra com os israelitas, e como não havia qualquer homem com as qualificações de Jefté, os anciãos foram buscá-lo na terra de Tobe, para libertar os israelitas daquela opressão, e na oportunidade, Jefté fez uma proposta como podemos ver em Jz. 11.9-11.
  Em sua primeira tentativa para evitar derramamento de sangue, Jefté, conhecendo bem a história de Israel, relembra aos amonitas que Israel não usurpou suas terras, mas que o Senhor é que as entregou por meio de Moisés. Como não obteve sucesso em suas argumentações ( Jz.11.12-27), Jefté partiu para seu plano de ataque, sob a direção de Deus.
Antes do combate, desejando fervorosamente a orientação divina, fez um voto ao Senhor (Jz. 11.30-31), sendo abençoado, derrotando os inimigos de Israel (Jz. 11.32-33).
Em referência a esse voto, acredita-se que ele não sacrificou sua filha por dois motivos:

1º - Sacrificar sua única filha não foi a intenção de Jefté (ele não tinha outros filhos), pois ele sabia que o Senhor odiava os sacrifícios humanos, que eram uma das perversidades dos cananeus; e no momento que ele fez o voto, o Espírito de Deus estava sobre ele, portanto, um sacrifício humano estaria fora de cogitação;
2º - Baseando-se na Lei mosaica, onde uma pessoa era dedicada exclusivamente no serviço ao Senhor, acredita-se que Jefté tenha pensado nessa devoção especial. E como adoradora leal a Deus, sua filha compartilhou da convicção de seu pai. E ela chorou "sua virgindade" porque sabia que jamais se casaria, e portanto não teria filhos para perpetuar o nome e a herança da família. E o sofrimento para Jefté significava que ele perderia a companhia de sua única e amada filha (Jz. 11. 35-36), tendo sido apresentada a Deus como sacrifício vivo, dedicando toda a sua vida como virgem, no serviço do santuário de Israel. Assim como mais tarde Samuel também cooperou para o cumprimento dos votos feitos por seus pais tementes a Deus... 
     A vida dedicada a Deus era um modo excelente, satisfatório e elogiável, assim "as filhas de Israel subiam de ano em ano para celebrar a filha de Jefté."
Jefté continuou a julgar Israel por seis anos - 1109 - 1103 a.C.


     Depois da morte de Jefté, Deus levantou Ibzã, de Belém, da Tribo de Judá, homem com muitos filhos. Existem os relatos que julgou Israel por sete anos : 1103 - 1096 a.C e que guerreou contra os filisteus.

     Depois de Ibzã, surgiu Elom, da Tribo de Zebulom, homem com muitos filhos e que julgou Israel por dez anos : 1096 - 1086 a.C. , guerreando também contra os filisteus.

     Morrendo Elom, Deus levantou Abdom, da Tribo de Efraim. Também possuía muitos filhos, exerceu sua função no período de oito anos :  1086 - 1078 a.C., guerreando contra os filisteus.

    Estes três juízes, por terem tido muitos filhos, eram homens de grandes posses. Pela quantidade de filhos, acredita-se que deviam ter bastante idade quando tornaram-se juízes.
     
      Enquanto os três julgaram Israel, havia paz porque o povo servia ao Senhor .  Mas após a morte do último juiz, Abdom, o povo voltou a fazer o que era mal aos olhos do Senhor, voltando-se para a idolatria. 
A desobediência era a causa do sofrimento dos israelitas, que eram um povo fraco do ponto de vista militar, dedicando-se principalmente à agricultura e à pecuária. Era necessária a poderosa mão do Senhor para livrá-los dos povos inimigos ao redor. E durante quarenta anos o Senhor os deixou nas mãos dos filisteus, que eram uma ameaça constante. Os filisteus eram guerreiros valentes e tinham vantagens sobre os israelitas em termos de táticas de guerra e tecnologia da época, pois sabiam fazer armas de guerra ( I Samuel 13. 19-22). Nada disso adiantava, porém, quando o Senhor apoiava Israel.
      E durante aqueles quarenta anos o Senhor se afastou do povo, ficou em silêncio. Mas ELE estava preparando um libertador desde a sua concepção: SANSÃO 


 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Estudo sobre o período dos Juízes - 3ª parte

   Os judeus continuaram sofrendo terrivelmente sob o domínio cruel de Sísera, comandante do exército do rei de Canaã, e em grande desespero clamaram a Deus. Foi então que Deus levantou a profetisa Débora ( 1234 a.C.) para libertar o povo da opressão. Naquela época, no meio de tanto pecado e idolatria, Débora permaneceu fiel a Deus e aos Seus ensinamentos.
Assim como as folhas da palmeira viram para cima juntas, Débora sentava-se debaixo de uma palmeira  para mostrar às nações que o povo judeu era unido. E assim ela advertia e exortava o povo para deixar seus maus caminhos e voltar para Deus, sendo muito respeitada por todos.
   Débora manda chamar Baraque, da Tribo de Naftali, para que fosse com homens de guerra atacarem Sísera. Baraque, porém, estava temeroso por causa da grandiosidade do exército do general Sísera e pediu que Débora fosse junto com ele, (porque os profetas desempenhavam várias funções em uma batalha: eles reuniam e inspiravam as tropas e ainda declaravam o tempo correto para o início do ataque).
Ela aceita ir, mas não desce para a batalha, pois o seu papel foi o de inspirar, prever e comemorar com o seu cântico de como Deus derrotou Canaã. Deus foi à frente, Débora anunciou a vitória de Deus.
   Débora e Baraque são reconhecidos como os libertadores do povo judeu das mãos dos cananeus. Os dois lideraram os israelitas por quarenta anos.

NOTA:Débora tinha um chamado : foi profetisa.
            Débora era casada e tinha apoio do marido ao seu chamado.
            Débora tinha uma missão : julgar o povo.
            Débora tinha um lugar para exercer seu ministério : embaixo de uma palmeira.
            Débora foi colocada em um lugar de destaque : no cume de um monte.
            Débora esperava o povo de Israel subir até ela : ficou no lugar onde Deus a colocou.
            Débora teve uma maternidade espiritual : recebeu o título de "a mãe de Israel".


   Após as mortes de Débora e de Baraque, o povo judeu ficou sem liderança, e assim voltou-se para os deuses das nações vizinhas. E mais uma vez, como um alerta, Deus permitiu a opressão pelos midianitas (povos nômades árabes), opressão essa que durou sete anos.
   A cada ano após a colheita pelos israelitas, os midianitas roubavam os alimentos e todos os animais. Para sobreviverem, os israelitas começaram a esconder seus alimentos. E assim o povo de Israel começou a passar muita necessidade e grande pobreza, mas continuava longe de Deus. 
   Até que lembrou-se das misericórdias do Senhor, clamou e foi ouvido. Assim Deus levantou Gideão - o 5º juiz  na história do povo de Israel - ano de 1194 a.C.
   Gideão, filho de Joás, da Tribo de Manassés, era um daqueles agricultores que escondia seus alimentos dos inimigos. E num determinado momento foi visitado por um anjo do Senhor, quando teve uma forte experiência com Deus. Entrou em discussão com o Senhor, julgando-se incapaz para libertar o povo da opressão.
    Como primeira missão recebida por Deus, Gideão teria de destruir os altares idólatras do seu próprio pai, e fazer um altar ao Senhor no mesmo lugar.
  Gideão também recebeu sinais miraculosos da parte de Deus confirmando a sua liderança sobre o povo de Israel para livrá-lo dos midianitas (Jz 6.36-40).
    Encontramos nos capítulos 7 e 8, a grande batalha enfrentada por Gideão, e como Deus, em Sua perfeita sabedoria teve um propósito na redução das forças militares de Israel, deixando Gideão com apenas trezentos soldados, para que ninguém se vangloriasse. E assim expulsou os midianitas do território de Israel. Sua vitória sobre os midianitas, talvez tenha sido a mais espetacular dentre os juízes. Liderou o povo por quarenta anos. 
    
    Apesar de sua brilhante carreira militar, Gideão, ao receber do povo argolas de ouro como presente, fez delas uma estola sacerdotal que ele colocou em sua cidade. Não se sabe da sua intenção, mas o povo após a morte de Gideão idolatrou aquela estola, tornando-a um ídolo para si, iniciando um outro ciclo de apostasia.

   NOTA:  Gideão era humilde, prudente, tinha espiritualidade, era obediente, 
tinha comunhão com Deus e era leal a Deus.

    Na sequência de causa e efeito, Abimeleque (seu filho com uma concubina),  no ano de 1154 a.C. se proclamou juiz, dominando sobre o povo por um período de três anos, sem a autoridade de Deus. Assassinou todos os demais filhos de Gideão.
    Seguindo seu caminho de sangue, Abimeleque atacou a cidade de Siquém matando milhares de pessoas inocentes. E ao seguir para a cidade de Tebes para incendiar uma torre (pois sabia que para lá haviam fugido todos os homens e mulheres da cidade), uma mulher jogou uma pedra de moinho em sua cabeça, rachando-a. Mas como não queria ser morto por uma mulher, pediu a um soldado seu que abreviasse sua morte atravessando-o com uma espada, e assim foi feito. 
 
    








terça-feira, 15 de outubro de 2013

Estudo sobre o período dos Juízes - 2ª parte

      Há um consenso de que o livro de Juízes tenha sido escrito pelo profeta Samuel.
Esse livro retrata as maldições da desobediência. Embora os maiores trechos do livro sejam de descanso e paz depois do arrependimento, a ênfase está nas consequências inevitáveis da idolatria pelo povo israelita, sempre quebrando a aliança com o Senhor, que desejava ser seu único Deus. 
    Depois da morte de Josué, toda aquela geração inicial morreu, surgindo uma nova geração que não reconhecia o Senhor e tudo o que ELE havia feito por Israel. 
E essa geração prestava culto aos deuses das nações vizinhas e se prostituía entre si, despertando a ira do Senhor que entregou os israelitas nas mãos do rei da Mesopotâmia Cuchã-Risataim - Jz.3.8, primeira consequência da desobediência. E durante oito anos o povo foi oprimido pelo rei da Mesopotâmia, período de intensa idolatria.
   O povo lembrou do Senhor, clamou a ELE que levantou Otoniel ( em outras traduções encontramos Otniel- sobrinho de Calebe, da Tribo de Judá).
O Espírito do Senhor estava com Otoniel que liderou o povo contra o rei opressor. Otoniel prevaleceu e os israelitas tiveram paz durante quarenta anos, até sua morte. 
(1354 a.C - 1314 a.C).

  NOTA: "Sempre que os israelitas saíam para alguma batalha, a mão do Senhor era contra eles para derrotá-los, conforme já lhes havia advertido. Então o Senhor levantou juízes que os libertaram das mãos daqueles que os atacavam. Mesmo assim eles não ouviam os juízes, antes se prostituíram com outros deuses e os adoraram...
Sempre que o Senhor lhes levantava um juiz, ELE estava com o juiz e os salvava das mãos de seus inimigos enquanto o juiz vivia...
Mas quando o juiz morria, o povo voltava a caminhos ainda piores... recusando-se a abandonar suas práticas e seu caminho obstinado." Jz. 2. 15-19


   Após a morte do juiz Otoniel, o povo de Israel desagradou novamente ao Senhor, voltando para a imoralidade e idolatria, e por isso o Senhor deu a Eglom, rei de Moabe, poder sobre Israel. Eglom fez aliança com os amonitas e com os amalequitas, derrotando, assim, Israel, que ficou sob o domínio de Eglom, por dezoito anos, pagando tributos ao rei de Moabe ( Jz. 3. 12-14), segunda consequência da desobediência.
  Já bem próximo do final dos dezoito anos, os israelitas lembraram do Senhor, clamaram por um outro líder, e o Senhor ouviu e levantou Eúde, da Tribo de Benjamim.
  Eúde ficou responsável por levar os tributos ao rei Eglom. E após o pagamento, a sós com o rei, o assassinou com uma espada, livrando Israel desses tributos e da opressão dos moabitas.
  Eúde foi um homem de ação direta, tomando uma radical e violenta decisão para libertar seu povo. E durante oitenta anos os israelitas alcançaram um período de paz. 
(1314 a.C - 1234 a.C)


  Após a morte de Eúde, o povo, mais uma vez, voltou-se para os ídolos das nações vizinhas, desagradando ao Senhor, que dá poder ao rei Jabim de Canaã para oprimir Israel, terceira consequência da desobediência. E o povo foi cruelmente oprimido durante vinte anos.
Durante esse período é que a história de Sangar - 3º Juiz - se mistura com a de Débora , não havendo qualquer referência em Juízes acerca do seu tempo. Diz apenas que após Eúde, Sangar, filho de Anate, da Tribo de Judá, libertou Israel (Jz 3:31) da opressão dos filisteus.  
  Segundo o site "Cronologia da Bíblia", o tempo de Sangar se situa, brevemente, entre Eúde e Débora, e coincide com os vinte anos em que os filisteus oprimiram Israel, dando a entender que embora Sangar tivesse obtido certo êxito em sua missão libertadora, a opressão não havia cessado. Até que Débora foi autorizada por Deus a libertar o povo. 
De acordo com grandes estudiosos e também arqueólogos, existem grandes vácuos cronológicos durante esse período.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estudo sobre o período dos Juízes - 1ª parte

     
Este período foi marcado por uma exacerbada instabilidade espiritual: desde que houvesse um juiz, o povo servia a Deus, caso não houvesse, o povo ia após os deuses de outros povos.
No Período dos juízes, os Hebreus passaram por diferentes ciclos de instabilidade política e econômica, além de diversos períodos de conturbação religiosa, submissão a outros povos e posterior libertação, ficando em cada ciclo, o povo mais corrupto e devasso. Repete-se seis vezes a sequência de repouso, recaída, ruína, arrependimento, restauração e outra vez repouso. A fé do povo era mais fraca que a dos seus líderes.

 Antes de iniciarmos o estudo sobre o período dos Juízes, é importante fazermos uma introdução anterior a essa fase inicial de uma outra liderança:

      Moisés foi o instrumento pelo qual o Senhor instruiu o povo de Israel.  Por meio de Moisés o Senhor orientou sobre a necessidade de nomear juízes e oficiais para que julgassem o povo com justiça por um determinado período de tempo, até quando o povo entrasse na terra prometida e desejasse um rei, assim como as nações ao redor possuiam. 
    O Senhor mostrou todas as bênçãos que os israelitas receberiam se continuassem em Sua presença; assim como mostrou também as maldições que cairiam sobre o povo se este se afastasse dos caminhos do Senhor, seguindo aos ídolos das nações vizinhas.
E como o Senhor é Oniciente, chamou Moisés para lhe comunicar que o dia de sua morte estava bem próximo ( Dt. 31.14). E mesmo com o líder Moisés vivo, o povo demonstrou rebeldia e corações obstinados, pior seria quando Moisés morresse. 
Sabemos que Moisés não entrou na terra prometida porque um dia, no deserto, quando o povo estava sedento, Moisés clamou ao Senhor que fez jorrar água em abundância de uma rocha. Mas Moisés não deu a glória ao Senhor diante do povo. E por ter sido infiel ao Senhor, somente contemplaria Canaã de longe...
     Então o Senhor orientou Moisés para que colocasse Josué como líder, aquele que conduziria os israelitas à terra prometida.

    A conquista pela terra de Canaã durou sete anos, e após ter sido conquistada, Josué - sucessor de Moisés - dividiu a terra entre as doze tribos ( Rúben, Gade, metade da tribo de Dan, Simeão, Judá, Benjamim, Efraim, Manassés, Issacar, Zebulom, Aser e Naftali.
    Após a morte de Josué, Israel ficou sem um líder nacional por mais de 300 anos. Durante o período dos juízes, Israel não teve governo estável, foi um tempo de transição; também foi um tempo quando Deus colocou o povo israelita à prova para ver até onde ia a sua obediência  aos Seus ensinamentos dados por intermédio de Moisés. 
    E após a divisão das terras e a morte de Josué, Deus permitiu que Israel habitasse entre os povos pagãos: cananeus, hititas, amorreus, heveus, jebuseus e os periseus. Como o Senhor predissera, os israelitas abandonaram as orientações e casaram-se com as mulheres desses povos e prestaram culto aos seus deuses.
   Em Juízes 3.12-30, podemos ver que o povo peca; Deus levanta contra ele uma nação para castigá-lo; o povo clama pelo perdão de Deus, ELE atende; Deus levanta um libertador, a paz retorna... 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

De que forma os apóstolos morreram?

** A Bíblia não narra como os apóstolos morreram.A única morte narrada é a de Tiago.
     Os dados a seguir são resultados de pesquisas e especulações de alguns teólogos.

Mateus - morreu à espada, na cidade de Etiópia.

Marcos -acredita-se que pagãos na Alexandria, cidade onde o apóstolo estava pregando o Evangelho, 
              ressentidos com sua pregação, colocaram uma corda ao redor do seu pescoço e o arrastaram
              até matá-lo.

Lucas -  não conviveu com Jesus, e menos ainda se sabe sobre sua morte. Existem relatos que tenha sido
             torturado até à morte; e outros relatos dizem ter falecido de forma natural.

João -   há o relato de que tenha sido colocado em um caldeirão com óleo fervendo, durante a perseguição 
             pelos romanos, tendo sido salvo por anjos do Senhor. Foi preso e encaminhado para a ilha de
             Patmos onde escreveu o livro de Apocalipse, e quando foi libertado tenha falecido de forma 
             natural, em idade avançada.

Paulo -  acredita-se que tenha sido decapitado em Roma, durante o reinado de Nero.

Tiago -  morto à espada durante o reinado de Herodes.

Pedro - crucificado de cabeça para baixo, em Roma.

Judas -  Mateus narra que Judas, sentindo remorso por sua traição, saiu e enforcou-se. Mas no livro de 
             Atos encontramos que ao adquirir uma propriedade com o dinheiro da traição em campo rochoso, 
             caiu, partindo-se ao meio, espalhando suas vísceras.


Bartolomeu - também conhecido por Natanael, foi um missionário na região da Ásia. Foi chicoteado até a 
                     morte.

André  - morreu amarrado por cordas em uma cruz, na Grécia.

Tomé -   atingido por uma lança na Índia durante uma viagem missionária.

Matias - o apóstolo escolhido para substituir Judas Iscariotes, foi apedrejado e depois decapitado.


 Na verdade, não é tão importante saber como os apóstolos morreram. O que importa é o fato de que todos eles estavam dispostos a morrer pela sua fé. Se Jesus não tivesse sido ressuscitado, os discípulos o saberiam. Ninguém morreria por alguma coisa que se sabe ser uma mentira. O fato de que todos os apóstolos estavam dispostos a morrer horrivelmente, recusando-se a negar a sua fé em Cristo, é uma tremenda evidência de que eles verdadeiramente testemunharam a ressurreição de Jesus Cristo.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

As sete festas celebradas pelo povo de Deus

Festa da Páscoa - Durava sete dias. O povo celebrava o livramento do Senhor, relembrando quando o anjo passou pelas casas para anunciar um fato que aconteceria 450 anos depois: Jesus em nosso meio - Êxodo 12.13,21,23 e 27.


Festa dos Pães Asmos - Durante sete dias o povo não podia comer pão com fermento, pois este era o símbolo do pecado - eram sete dias de santidade - Êxodo 23.15


Festa das Primícias - Após o último dia da Festa dos Pães Asmos, no primeiro dia da semana, o povo iniciava esse tipo de celebração, apresentando os molhos do trigo colhido, representando o que iria acontecer: a ressurreição de Jesus Cristo no primeiro dia da semana - também durava sete dias -  Êxodo 23.16


Festa de Pentecostes - A partir do primeiro dia da Festa das Primícias, o povo contava sete semanas, reunia-se, era a descida do Espírito Santo, uma grande festa espiritual. A primeira celebração aconteceu cinquenta dias após Jesus Cristo haver ressuscitado - a festa durava trinta e cinco dias - Deuteronômio 16.9-12


Festa das Trombetas - Todo o povo era convocado, com grande alarido de trombetas, reunindo-se em um só lugar durante sete dias. É o encontro nos ares dos salvos com Jesus Cristo, que dará ordens aos Seus anjos. É o arrebatamento daqueles lavados e remidos pelo sangue do Cordeiro.


Festa dos Tabernáculos -  O povo de Israel se dirigia ao deserto, cabanas eram construídas de forma que de dentro delas fosse possível ver as estrelas, aguardando durante sete dias e sete noites a volta de Jesus. Este era apenas um costume porque hoje, Jesus Cristo habita conosco e um dia habitaremos com Ele. Deuteronômio 16.13-17


                TOTAL DE SETENTA DIAS NO ANTIGO CALENDÁRIO CRISTÃO - É O NÚMERO SETE DA PERFEIÇÃO DIVINA