Após o Êxodo do Egito,
sob a liderança de Moisés, os israelitas vagaram durante
décadas até que no final do século XIII a.C, sob
a liderança de Josué, os israelitas conquistaram a terra
de Canaã, abandonando assim o nomadismo e estabelecendo-se nas
terras conquistadas, dividindo o território entre as 12
tribos.
Contudo, não existia um
verdadeiro poder central pois cada tribo governava a si própria.
Os líderes nacionais, que se designavam “Juízes” tinham um
poder muito frágil e só conseguiam unir as várias
tribos em caso de guerra com os povos inimigos. A união entre
as tribos era tão frágil que por vezes guerreavam
entre si.
Cansados dessas situações,
as tribos israelitas resolveram unir-se e instaurar a monarquia. Decididos, os israelitas pediram um rei ao profeta e juiz Samuel, que consultando ao Senhor, exortou ao povo sobre o domínio que um rei exerceria. Mas o povo israelita preferiu ignorar as exortações vindas do Senhor. Então, seguindo as orientações do Senhor, Samuel, último dos Juízes, ungiu Saul, da
Tribo de Benjamin, como o primeiro rei de Israel (data provável da duração do seu reinado: de 1097 a 1058 a.C) que liderou guerras
contra os filisteus, porém morreu sem conseguir vencê-los.
Profeta Samuel ungindo Saul como rei...
Saul
era de uma família abastada, homem bonito, sobressaindo a todos os outros da nação, tinha
grande força física e agilidade (1 Samuel 9.1).
O seu reino
abrangia a região montanhosa de Judá e de Efraim, e
tinha a sua capital em Gibeal.
No
primeiro ano de seu reinado, Saul deu logo sinal de como seria seu
comportamento espiritual e político.
O
primeiro pecado de Saul foi se arvorar como Sacerdote sobre Israel,
usurpando temporariamente o cargo de Samuel, que era o Sacerdote e
Profeta da parte de Deus sobre o povo (I
Samuel 13:8-14).
O segundo pecado ocorreu quando Israel guerreou contra os amalequitas.
Saul desobedeceu a Deus, salvando o rei e o melhor do seu despojo,
quando tinha ordenanças da parte de Deus para a destruição
total de um povo que Deus abominava ( I Samuel
15:10 ).
O
terceiro pecado de Saul foi o de consultar uma feiticeira, porque estava desesperado. Consultava a Deus,
mas Deus não o respondia. Estava cercado pelos filisteus.
Samuel estava morto. Nesse desespero perdeu o equilíbrio, se é
que ainda o tinha, e cometeu a coisa mais horrenda pela qual Deus
abominava veementemente ( I
Samuel 28:11-20 ).
Depois de várias desobediências, o Espírito de Deus retirou-se de Saul, não lhe oferecendo qualquer proteção. Como Deus permitiu que o
“espírito mau” substituísse Seu Espírito e
aterrorizasse Saul, ele podia ser chamado de “espírito mau da
parte de Deus”. Por isso os servos de Saul o chamavam de
“o espírito mau da parte de Deus”.
Saul, primeiro rei israelita...
Samuel, vendo a decadência de Saul e inspirado por Deus, retirou o seu apoio a Saul, e seguindo orientações de Deus, ungiu um jovem rapaz da tribo de Judá, chamado Davi, para ocupar o lugar de Saul.
Depois de diversas perseguições, motivadas por inveja e ciúmes da parte do rei Saul a Davi, durante a tragédia do Monte Gilboa, cometeu suicídio se jogando sobre a própria espada ao ver o seu filho
Jônatas (e também a quem queria como seu sucessor ao trono de Israel) sendo ferido e morto pela espada dos filisteus.



