domingo, 16 de janeiro de 2011

Hebreus

O livro de Hebreus foi escrito para judeus cristãos, bem como para convencer judeus que oscilavam entre o Judaísmo e o Cristianismo.
O autor esclarece que Jesus Cristo e o Cristianismo são superiores ao Judaísmo e à Velha Aliança.
Esta carta foi escrita para confortar os cristãos hebreus perseguidos e advertí-los contra o abandono do Cristianismo. Mostra, ainda, a possibilidade de perder os galardões ao afastarem-se da superioridade de Cristo.

Filemom

Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom, um cristão rico e dono de escravos. Parece que Filemom converteu-se durante o ministério de Paulo, que morava em Colossos, e que a igreja colossense se reunia em sua casa.
O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado por meio de suas orações mútuas e de uma hospitalidade de “portas abertas” . Amor, confiança e respeito caracterizavam a amizade deles.
A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. Um escravo era propriedade de seu senhor e não tinha direitos. De acordo com a lei romana, os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. As revoltas dos escravos no século I, resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente à instituição da escravidão, ela reorganizou o relacionamento entre o escravo e o seu senhor.

Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 d.C. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. Paulo, com delicadeza, mas com urgência, intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e o amor de Filemom resultariam na restauração.

Mesmo sendo a mais curta das epístolas de Paulo, Filemom é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. Ela revela como Paulo endereçou com educação, porém com firmeza, o assunto central da vida cristã, isto é, o amor por meio do perdão, em uma situação muito sensível.
A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e a seus companheiros crentes, Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo.
Paulo preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar. Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão. Como ele conclui, as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos.
Esta epístola aplica poderosamente a mensagem do Evangelho. Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu por meio da Graça e Amor de Jesus. A oferta de Paulo em pagar uma dívida que não era sua, em nome de um escravo arrependido, é um quadro claro da obra do Calvário. A intercessão de Paulo é, além disso, análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome. O amor, fruto do Espírito, é evidente por toda a carta.

Tito

Amigo amado e ajudante do apóstolo Paulo, mensageiro da igreja de Corinto. Era absolutamente confiável e abnegado. Foi companheiro de Paulo e Barnabé numa viagem a Jerusalém; Paulo deixou-o em Creta como supervisor das igrejas. Esteve em Roma com Paulo durante o encarceramento deste. Alguns historiadores o apontam como aquele que possuía melhor saúde e mais maturidade do que Timóteo.

Seu livro exorta acerca dos deveres e das doutrinas ministeriais, com ênfase especial sobre as boas obras.

O caráter dos cretenses era tal que Paulo julgou necessário aconselhar a seu ministro a insistir no ensino acerca da vida cristã conseqüente. Sem dúvida, esta carta não ensina a salvação pelas obras.