sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Reino dividido após a morte do rei Salomão

Bem, antes da morte do rei Salomão, o Senhor já havia falado a Jeroboão, um dos oficiais de Salomão, por meio do profeta Aías, sobre a divisão do reino de Israel, e que daria a Jeroboão ( filho de Nebate, servo de Salomão e Zerua, pertencente à tribo de Efraim ), dez das doze tribos, e que ele reinaria "sobre tudo o que o seu coração desejasse", bastando andar nos caminhos do Senhor - I Reis 11.29-40. Salomão tentou matar Jeroboão mas este fugiu para o Egito, permanecendo lá até a morte de Salomão. 
Roboão, ( filho do rei Salomão e de Naamã, amonita ), logo após a morte de seu pai assume o poder ( I Crônicas 3.10). Quando todo o povo liderado por Jeroboão foi até a presença de Roboão pedindo para que o rei retirasse os pesados tributos impostos ao povo por Salomão,  preferiu não ouvir os conselhos dos anciãos, antes ouviu os conselhos dos amigos. Então, por sua impiedade, o reino foi dividido, confirmando o que Deus dissera em I Reis 11.25-39. 
Em reunião do povo, Jeroboão foi feito rei sobre Israel, e somente as tribos de Judá e de Benjamim ficaram com o rei Roboão, conforme Palavra do Senhor pelo profeta Aías. Assim, o Senhor "rasga" o reino de Israel, separando as tribos :
                                      

                       ISRAEL - CAPITAL: SAMARIA - REINO DO NORTE:
Rúben - Simeão - Issacar - Zebulom - Dã - Naftali - Gade - Aser - Efraim - Manassés (metade da tribo)

 NOTA :  Levi não aparece porque pouco depois do êxodo do Egito, Levi tornou-se uma tribo de sacerdotes. Não recebeu uma faixa de território, mas antes, recebeu 48 cidades com as terras ao redor.

Tribos levadas para o cativeiro assírio (Nínive)



                      JUDÁ - CAPITAL : JERUSALÉM -  REINO DO SUL :
Judá - Benjamim - Manassés (segunda metade)

Tribos levadas para o cativeiro babilônico 

Roboão abandona a lei do Senhor entregando-se à idolatria, levando Israel a fazer o mesmo. É repreendido pelo Senhor que usa a Sisaque, rei do Egito para humilhá-lo tomando o tesouro da Casa do Senhor e do rei, conforme diz o Senhor por intermédio do profeta Semaías em 2 Cr12:5-6. E assim, durante seu reinado Israel não teve paz. 
Acredita-se que o reinado de Roboão tenha sido de 922 a 915. 

Jeroboão não segue os conselhos dos profetas do Senhor, antes se desvia, praticando e levando todo o Israel a praticar a idolatria.
Temendo que o povo, ao subir para Jerusalém a fim de adorar ao Deus de Israel e, voltando-se para o Senhor, desejasse a reunificação dos reinos, estabeleceu um culto idólatra em Dã e em Betel fazendo dois bezerros de ouro para Israel adorar. Também edificou templos, e estabeleceu sacerdotes dos mais baixos do povo, que não pertenciam à família de Arão, nem à de Levi e queimou ele mesmo incenso a esses deuses. Seus feitos não ficaram impunes e, por meio do profeta Aías, o Senhor dá a sentença da sua ira: Não haverá na casa de Jeroboão descendentes para reinar em seu lugar.
Depois de reinar sobre Israel de 922 a 901, morre o rei Jeroboão. Em seu lugar reina seu filho Nadabe. E é a partir daí que vemos o cumprimento da palavra dada por Deus para a família de Jeroboão - I Reis 14.7-11.


Houve guerra entre Roboão e Jeroboão durante todos os seus dias  I Reis 15.6 .
 



 




quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Período dos reis em Israel : Salomão

    Quando o rei Davi tomou conhecimento da trama política de seu filho Adonias para usurpar o reinado de Salomão, imediatamente convocou o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e o comandante da guarda real Benaia, para que Salomão fosse levado a Giom, local estrategicamente escolhido pelo rei Davi para que Salomão fosse ungido rei sobre Israel .
   Salomão, o 10º filho do rei Davi e o 4º com Bate-Seba, obediente a Deus, seguia sempre o bom conselho de seu pai, que já estava "avançado em idade", e ainda bastante jovem recebeu o trono para que governasse Israel.


 Uma vez estabelecido rei sobre Israel, Salomão se fortaleceu sobremaneira sobre o reino. Isso por conta da sua comunhão com o Deus de seus pais Abraão, Isaque e Israel. Até aqueles dias, a Arca da Aliança continuava no Tabernáculo edificado por Moisés. Salomão então ofereceu a Deus mil sacrifícios sobre o altar de bronze que estava na Tenda da Congregação. Tal atitude de fé provocou imediata reação da parte do Senhor. E naquela mesma noite Ele apareceu a Salomão e lhe disse: "Pede-me o que queres que Eu te dê."
Salomão respondeu:
"De grande benevolência usaste para com Davi, meu pai, e a mim me fizeste reinar em seu lugar. Agora, pois, ó Senhor Deus, cumpra-se a Tua promessa feita a Davi, meu pai; porque Tu me constituíste rei sobre um povo numeroso como o pó da terra. Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que eu saiba conduzir-me à frente deste povo; pois quem poderia julgar a este grande povo?" 2 Crônicas 1.8-10.
   E a vida continuava, e o rei Salomão tinha de julgar as questões e os problemas que surgiam no meio do povo. Certa ocasião, duas mulheres se puseram diante do rei para que julgasse a causa que tornou-se o início do reconhecimento da sabedoria que o rei usava para julgar o povo (I Reis 3.16-28 ).

 Rei Salomao e o bebe com duas mães   

   E todo o Israel ouviu o juízo que o rei havia dado sobre o caso das duas mães e temeu ao rei, porque viram que havia nele a sabedoria de Deus para fazer justiça.
   Diferentemente de seu pai, Salomão não se tornou um líder guerreiro, pois isso não foi preciso. Soube manter a grande extensão territorial que herdara de seu pai. Mostrou, de acordo com a tradição judaica, ser um grande governante e um juiz justo e imparcial. Habilmente desenvolveu o comércio externo e da indústria e as relações diplomáticas com países vizinhos, o que levou a um progresso considerável das cidades israelitas.
   Ficou conhecido por ter ordenado a construção do Templo de Jerusalém (também conhecido como o Templo de Salomão), no Monte Moriá, o que levou sete anos. Isto ocorreu no seu 4º ano de reinado, exatamente 479 anos completos, mais alguns dias ou meses após o Êxodo do povo de Israel do Egito.      Após a conclusão da grande obra, Salomão dedica o Templo ao Senhor, Deus de Israel, colocando a Arca da Aliança no lugar próprio, no Santo dos Santos, dentro do Templo, que ficará em pé por trezentos e sessenta e sete anos, quando surgirá Nabucodonosor que o destruirá.                             
  Mandou construir fortes muralhas na cidade de Jerusalém, bem como mandou reconstruir e fortificar diversas cidades e ainda construir cidades-armazém. Sábio e pacífico, desenvolveu o comércio, aumentando a influência do reinado sem recorrer à guerra. No entanto, a fartura e a riqueza que marcaram o seu reinado, exigiam o constante aumento de impostos, sua corte numerosa tinha um apetite voraz, por isso ele dividiu seu reino em doze distritos, e cada distrito tinha um governador para prover o suficiente mensalmente para a corte do rei Salomão, erxigindo mais e mais do trabalhador, criando um clima de insatisfação no povo hebreu, contrário às práticas rígidas ao governo do rei.
   Diversos reis organizavam caravanas para Israel a fim de fazer perguntas e receber conselhos do rei Salomão, incluindo a rainha de Sabá e os seus enigmas, tendo o rei Salomão desvendado todos.
    No reinado de Salomão, Deus abençoou o povo por fazer o solo produzir muito trigo, cevada, uvas, figos e outros alimentos.  Apesar das insatisfações do povo, as pessoas usavam boa roupa e viviam em boas casas. Havia mais do que o suficiente de tudo o que era bom, para todos.
   Salomão organizou o país, dividiu em regiões e criou uma rede de transportes. Na desértica região de Neguev, estabeleceu uma mina de cobre. À margem do mar morto, explorava sal. Construiu o porto de Asion-Gueber, próximo de Eliat, para comercializar com a Arábia, a Etiópia e a Índia. Várias ruínas encontradas por arqueólogos confirmam a passagem de Salomão nessa região.
  Seguindo o costume dos monarcas orientais, Salomão teve um vasto harém, e para promover atitudes amigáveis internacionalmente, Salomão casou-se com princesas de várias nações vizinhas, e assim seu coração foi pervertido por essas mulheres e deixou-se envolver pela idolatria, e os seus pecados trouxeram o castigo anunciado em  II Samuel 7.14 -  I Reis 11.3-13 e I Reis 11.14-40.
   Salomão teve setecentas esposas e trezentas concubinas, e "suas mulheres lhe perverteram o coração e o seu coração não era perfeito para com seu Deus, como o coração de Davi, seu pai".
   Observamos que as promessas de Deus foram condicionadas à observância do andar nos Seus caminhos e guardar Seus estatutos e mandamentos. Vemos que apesar de muita sabedoria e conhecimento, Salomão não teve coragem para aplicar sua vida na prática da Lei do Senhor. 
  Um aspecto que podemos ressaltar é que sua sabedoria testificava a grandeza de Deus, provocando na rainha de Sabá o que podemos ler em I Reis 10.9 : "Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti, para te colocar no trono de Israel. É porque o Senhor ama Israel para sempre que te constituiu rei, para executares juízo e justiça."
   Salomão escreveu o livro de Provérbios (estima-se que tenha escrito mais de três mil provérbios), o livro de Eclesiastes e Cântico dos Cânticos ( tendo escrito mil e cinco cânticos), sendo ainda atribuído a ele a autoria do Salmo de nº 127.
   Ao lermos o livro de Cântico dos Cânticos, identificamos que tem uma linguagem poética, onde Salomão e sua esposa Sunamita descrevem o amor de um pelo outro, ensinando como um casal que está sob as bênçãos do Senhor deve agir em sua intimidade sexual.
  No livro de Provérbios, encontramos um Salomão amadurecido, não usa o coração, e sim a razão, relembra os conselhos do pai, mostrando estar numa fase de prudência, exortando para que sejam observados os conselhos dos sábios pois são mais preciosos do que toda riqueza.
   Acredita-se que já estava em idade mais avançada quando escreveu o livro de Eclesiastes, quando ele chega à conclusão de que tudo que existe debaixo do sol é vaidade, não existe nada de novo, e que todos os dias acontecem as mesmas coisas. E no capítulo 12, vemos Salomão mostrando que não é sábio entregar-se às paixões carnais como se elas nunca fossem acabar um dia, descortinando uma realidade de prestação de contas diante de Deus. E pelo que escreveu no livro de Eclesiastes, tudo leva a crer que Salomão teve novamente um encontro com Deus, alcançando a salvação.
Reinou durante quarenta anos em Israel, de 971 a 932 a.C., anos de muita paz
  Foi após a sua morte que ocorreu o previsto cisma nas Tribos de Israel, originando o Reino de Judá, formado por duas Tribos ao Sul, e o Reino de Israel, formado por dez Tribos ao Norte. 
   Com os reinados de Saul, Davi e Salomão fechou-se o ciclo da monarquia unida, com as atuações dos profetas Samuel e Natã.



domingo, 20 de julho de 2014

Período dos reis em Israel - rei Davi

        A nação de Israel estava um caos. Crises de todos os tipos e tamanhos assolavam as tribos de Israel. Saul, o primeiro rei de Israel, perdera completamente o rumo e a direção do seu governo. A constante desobediência de Saul para com o Senhor o fez perder definitivamente o domínio da nação. Deus rejeitou Saul e escolheu um novo sucessor.
           Enquanto os irmãos de Davi desfilavam para o profeta Samuel, ele dançava para Deus. Deus enxergou Davi enquanto ele apascentava ovelhas. Em sua solitária missão, ele olhava para os montes e conversava com Aquele que sabia ser o Criador. Os olhos de Deus estavam sobre ele: “Samuel, não escolhi a nenhum desses, mas ao mais moço, manda chamá-lo” I Sm 16:11. E perante toda sua casa, o jovem ruivo, o mais novo dos oito filhos de Jessé (devia ter entre quinze e dezessete anos de idade), desprezado pelos irmãos, é ungido rei de Israel!
       Aquele que havia se tornado o harpista do rei Saul; aquele que havia despertado o ciúme e a inveja no rei quando deu a vitória ao povo de Deus ao aniquilar o maior guerreiro do povo filisteu: Golias; aquele que foi forçado a fugir para salvar a sua vida, sendo esse um período escuro em sua trajetória, agora é o escolhido de Deus para governar o povo de Israel!
                                                                                                                        
 O nome Davi significa "amado". Segundo rei do reino unido de Israel, sendo o substituto do fracassado rei Saul. Foi hábil guerreiro, político, poeta e instrumentista. Recomendado para tocar harpa perante o rei Saul, foi escritor da maioria dos Salmos. Viveu em data aproximada de 1016 a 976 a.C. Ele foi uma das figuras mais proeminentes da história do mundo e certamente também entre os personagens da Bíblia. É o mais famoso antepassado de Jesus Cristo. Jesus não é chamado filho de Abraão, ou filho de Jacó, mas filho de Davi.
       "O homem segundo o coração de Deus", chamado Davi, reúne em si grandes lições, aplicáveis aos que querem agradar a Deus. Davi teve o privilégio de ser escolhido para que de sua descendência surgisse O Enviado às Nações como Salvador: Jesus, O Messias. Por este motivo, vemos as referências nos Evangelhos e Epístolas: “Jesus, filho de Davi” Mt 9:27, 12:23 e Rm 1:3.
            
         Nunca se tornou um idólatra, e foi leal ao Senhor em seu testemunho e em sua adoração. E segundo estudos de historiadores, Davi morreu aos 71 anos de idade, tendo reinado em Israel 40 anos e meio. Durante seu reinado, Israel experimentou vários êxitos políticos e militares. Na política exterior, Davi acabou com o poder dos filisteus (2 Sm 5), realizou várias conquistas na Transjordânia (2 Sm 8), anexou a Israel cidades dos cananeus que se tornaram províncias no império de Salomão (1 Rs 4). Assim Israel se transformou em Estado territorial.
                       
                           Acontecimentos marcantes em seus últimos anos:
1-    Toma Jerusalém e a estabelece como capital, 2Sm 5:7.

2-    Leva a Arca para Jerusalém, 2Sm 6:1-11.

3-    Várias vitórias militares e expansão do reino, 2Sm 8, 10.

4-    Seu pecado contra Urias, 2Sm 11- 12.

5-    Seu arrependimento, Sl 51.

6-    A rebelião de seu filho Absalão.  2Sm 15 – 18.

7-    A preparação de Davi para a construção do templo, 1Cr 22:5, 14; 29:2.

                          Filhos de Davi nascidos na cidade de Hebrom:
1º -  Amnom - nascido de Ainoã
2º- Quileabe - nascido de Abigail
3º- Absalão - nascido de Maaca 
4º- Adonias - nascido de Hagite
5º- Sefatias - nascido de Abital
6º- Itreão - nascido de Eglá 
                       

                       Filhos de Davi nascidos em Jerusalém:
7º -  Siméia - nascido de Bate-Seba
8º- Sobabe - nascido de Bate-Seba
9º- Natã - nascido de Bate-Seba
10º-Salomão - nascido de Bate-Seba
11- Ibar - nascido de concumbina
12- Elisua - nascido de concumbina
13- Elpalete - nascido de concumbina
14- Nogã - nascido de concumbina
15- Nefegue - nascido de concumbina
16- Jafia - nascido de concumbina
17- Elisama - nascida de concumbina
18- Eliada - nascido de concumbina
19- Elifelete - nascido de concumbina
20- Tamar - nascida de concumbina


   NOTA: Amnom cometeu incesto com sua meia irmã Tamar, e por isso foi assassinado por seu irmão Absalão.

Promessa de Deus a Davi: " ... quanto a você, sua dinastia e seu reino permanecerão para sempre diante de Mim; o seu trono será estabelecido para sempre."  II SM. 7.16 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Período dos reis em Israel - rei Saul

    Após o Êxodo do Egito, sob a liderança de Moisés, os israelitas vagaram durante décadas até que no final do século XIII a.C, sob a liderança de Josué, os israelitas conquistaram a terra de Canaã, abandonando assim o nomadismo e estabelecendo-se nas terras conquistadas, dividindo o território entre as 12 tribos.
    Contudo, não existia um verdadeiro poder central pois cada tribo governava a si própria. Os líderes nacionais, que se designavam “Juízes” tinham um poder muito frágil e só conseguiam unir as várias tribos em caso de guerra com os povos inimigos. A união entre as tribos era tão frágil que por vezes guerreavam entre si.
    Cansados dessas situações, as tribos israelitas resolveram unir-se e instaurar a monarquia. Decididos, os israelitas pediram um rei ao profeta e juiz Samuel, que consultando ao Senhor, exortou ao povo sobre o domínio que um rei exerceria.  Mas o povo israelita preferiu ignorar as exortações vindas do Senhor. Então, seguindo as orientações do Senhor, Samuel, último dos Juízes, ungiu Saul, da Tribo de Benjamin, como o primeiro rei de Israel (data provável da duração do seu reinado: de 1097 a 1058 a.C) que liderou guerras contra os filisteus, porém morreu sem conseguir vencê-los.
                                                                                                                   
 Profeta Samuel ungindo Saul como rei...




 Saul era de uma família abastada, homem bonito, sobressaindo a todos os outros da nação, tinha grande força física e agilidade (1 Samuel 9.1).
O seu reino abrangia a região montanhosa de Judá e de Efraim, e tinha a sua capital em Gibeal.
    No primeiro ano de seu reinado, Saul deu logo sinal de como seria seu comportamento espiritual e político. 
   O primeiro pecado de Saul foi se arvorar como Sacerdote sobre Israel, usurpando temporariamente o cargo de Samuel, que era o Sacerdote e Profeta da parte de Deus sobre o povo (I Samuel 13:8-14).
  O segundo pecado ocorreu quando Israel guerreou contra os amalequitas. Saul desobedeceu a Deus, salvando o rei e o melhor do seu despojo, quando tinha ordenanças da parte de Deus para a destruição total de um povo que Deus abominava ( I Samuel 15:10 ).
   O terceiro pecado de Saul foi o de consultar uma feiticeira, porque estava desesperado. Consultava a Deus, mas Deus não o respondia. Estava cercado pelos filisteus. Samuel estava morto. Nesse desespero perdeu o equilíbrio, se é que ainda o tinha, e cometeu a coisa mais horrenda pela qual Deus abominava veementemente ( I Samuel 28:11-20 ). 
   Depois de várias desobediências, o Espírito de Deus retirou-se de Saul, não lhe oferecendo qualquer proteção. Como Deus permitiu que o “espírito mau” substituísse Seu Espírito e aterrorizasse Saul, ele podia ser chamado de “espírito mau da parte de Deus”. Por isso os servos de Saul o chamavam de “o espírito mau da parte de Deus”.

                                                                     
                                                             Saul, primeiro rei israelita...

    Samuel, vendo a decadência de Saul e inspirado por Deus, retirou o seu apoio a Saul, e seguindo orientações de Deus, ungiu um jovem rapaz da tribo de Judá, chamado Davi, para ocupar o lugar de Saul.
    Depois de diversas perseguições, motivadas por  inveja e ciúmes da parte do rei Saul a Davi, durante a tragédia do Monte Gilboa, cometeu suicídio se jogando sobre a própria espada ao ver o seu filho Jônatas (e também a quem queria como seu sucessor ao trono de Israel) sendo ferido e morto pela espada dos filisteus.

 

 

 

 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Estudo sobre o período dos Juízes - 5ª e última parte

    Como está escrito, Sansão, cuja mãe era estéril até o momento de ser visitada pelo anjo do Senhor anunciando-lhe a divina graça de uma gestação, pertencia à tribo de Dã, e desde o ventre foi consagrado ao Senhor (Nazireu). 
   Nessa época, enquanto a Grécia estava em pleno desenvolvimento, a cultura egípcia entrava em decadência.
    Cresceu em um lar onde Deus era adorado e sua missão era a de  libertar Israel das mãos dos filisteus,  cresceu sabendo qual era o propósito do Eterno para a sua vida.
Possuía uma força inigualável, que lhe era atribuída pelo Senhor, somente enquanto continuasse a LHE obedecer, mas viveu uma vida dissoluta e imoral, teve em suas mãos a chave da vitória, teve toda a autoridade de Deus para libertar os israelitas da opressão dos filisteus, mas acabou sendo preso por eles, Sansão foi guiado por suas paixões, e quebrou o voto com Deus.
    Iniciou apenas o processo de libertação dos israelitas das mãos dos filisteus, o que foi totalmente cumprido muitos anos mais tarde pelo rei Davi, que era "um homem segundo o coração de Deus".
    Em Juízes 14, a partir do versículo 3, podemos acompanhar o início da desobediência de Sansão. Mas recebeu o favor de Deus em seu momento final, com uma oração genuína, e por essa oração está entre os "Heróis da Fé".
    Data provável de sua atuação em Israel:  de 1038 a.C.  a   1018 a. C

           Após a morte de Sansão, "cada um fazia o que lhe parecia certo" - Juízes 17.6

                      

               
   Como a tribo de Dã não havia recebido herança entre as tribos de Israel, seus homens de guerra decidiram procurar um lugar para se estabelecerem. E com informações de espias que estudaram a região, chegaram a uma tranquila cidade chamada Laís.
Mataram todo o povo a fio de espada, reconstruindo a cidade e trocando o seu nome para "Dã", adotando a forma pagã de culto aos deuses estranhos. Esse também foi um período de grande anarquia, homossexualismo e idolatria...
   Homens perversos da região de Gibeá e da tribo de Benjamim, cometeram atrocidades provocando a guerra entre os israelitas e a própria tribo de Benjamim. Os homens das tribos de Israel cercaram, estrategicamente, os da tribo de Benjamim no deserto, exterminando-os.
E os poucos sobreviventes que restaram, apenas seiscentos homens benjamitas, para que a tribo não fosse extinta, foi-lhes dada a oportunidade de tomarem mulheres de Siló, reedificarem a cidade e voltarem para a sua herança.
                         E todos continuaram a fazer o que lhes parecia certo...

                               NOTA: Nesse período há um outro vácuo cronológico...
   
     Enquanto Josué estava preocupado com a questão da conquista da terra e a criação de um território nacional, os juízes preocupavam-se em manter a religião judaica, impedindo que os israelitas se contaminassem com a cultura pagã dos outros povos vizinhos, o que parece um paradoxo, pois Gideão casa-se com canaanitas;  permanece a questão se Jefté realmente sacrificou sua filha; Sansão casa-se com uma filistéia e toda a tribo de Benjamim teria se corrompido ao ponto de comparar-se com Sodoma, tendo sido castigada por todas as outras tribos.

    Seguindo todo esse período, surge Eli, aos 58 anos de idade, divinamente escolhido para os sagrados deveres do sacerdócio e posto no país como a autoridade judiciária mais elevada, exercendo grande influência sobre as tribos de Israel.
    Embora fosse um servo do Senhor, comodamente permitiu que seus filhos (Hofni e Finéias), que eram tidos como filhos de "Belial", seguissem seus próprios caminhos, sem contender com eles, até que Deus  anunciou a Eli que seus filhos morreriam em breve. Eli esteve no sacerdócio por quarenta anos, julgando a Israel, mas não teve sucessor entre seus descendentes, pois não havia entre eles ninguém digno para tal função diante de Deus, que responsabilizara Eli, como sacerdote e juiz, pela condição moral e religiosa do Seu povo, e em especial pelo caráter dos seus filhos. Durante quarenta anos Eli exerceu seu sacerdócio e seu juizado diante do povo.
    E foi no santuário de Siló que Ana, mulher de Elcana de Efraim, sempre subia ao monte para orar ao Senhor por um filho, pois era estéril, e prometia que, se Deus a abençoasse com um filho, ela o consagraria ao Seu serviço por toda a vida. E um dia, Eli vendo toda a sua aflição, dirigiu-lhe palavras de bênçãos - I Samuel 1.17.
E dentro de um ano, Ana deu à luz a um menino, dando-lhe o nome de Samuel ( que significa literalmente "Seu nome é Deus", seu significado contextual significa: "Pedido de Deus").       
   Durante seus primeiros anos de vida, ela manteve Samuel em sua casa. Depois ela o entregou a Eli para que o criasse.
Samuel foi crescendo seguindo as orientações religiosas de Eli, demonstrando ser obediente e um grande discípulo. Foi crescendo cheio de fé e de coragem, fortalecido pelo Espírito que Deus concedia sobre ele, sendo reconhecido pelo povo como seu futuro líder.
   Eli já estava bastante idoso, e também reconhecia que seu sucessor como juiz seria Samuel.
    Uma ocasião, sentado em sua cadeira, à beira da estrada, aguardando notícias sobre uma batalha entre os filisteus e o povo judeu, um mensageiro chegou correndo da batalha informando sobre a morte dos dois filhos de Eli e que a Arca de Deus havia sido levada pelos filisteus. Quando soube do destino da Arca, Eli caiu da cadeira, morrendo ao quebrar seu pescoço, com a idade de noventa e oito anos.
    A Arca Sagrada permaneceu com os filisteus por um período de sete meses. Durante esse tempo, eles sofreram muitas calamidades e infortúnios, levando-os a devolverem a Arca ao povo judeu, que foi levada para Bete-Semes, e depois da matança, por parte de Deus, de alguns homens que foram irreverentes em relação à Arca, esta foi devolvida para Quiriate- Jearim, permanecendo por vinte anos.
   E segundo grandes historiadores, somente a partir daí é que aparecem registros sobre a atuação de Samuel junto ao povo de Israel.

  Samuel foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas. Homem de profunda piedade e discernimento espiritual, dedicava-se totalmente à realização dos propósitos de Deus para o bem de Israel. Sendo ele descendente da linhagem de Arão, sucedeu a Eli no cargo sacerdotal. Ao que parece, foi o primeiro a estabelecer uma instituição para o preparo dos jovens que desejavam abraçar a vocação profética. Viu-se na contingência de guiar a Israel em algumas das mais profundas crises de sua história; no desempenho de suas funções, quase alcança a estatura de Moisés.
    Deus nunca pretendeu que Israel tivesse outro rei além DELE. Mas o povo começou a olhar para os outros povos ao redor e a desejarem um rei para si.
    Podemos afirmar que a vida do povo de Deus pode ser resultado de Sua vontade direta ou permissiva; Samuel foi comissionado para ungir a Saul, o primeiro rei, e a David, o maior dos reis de Israel.
   Samuel exercia suas funções como sacerdote e profeta e ainda como juiz e administrador.
   O Senhor sempre dava a vitória aos israelitas contra os filisteus, que durante todos os dias de Samuel não afligiram Israel.
   Samuel foi envelhecendo e sentiu a necessidade de instruir seus dois filhos  para seguirem com a função de juízes - I Samuel 8.1, mas eles não seguiram os passos de Samuel: Joel ("o que agrada a Deus"), seu primogênito, e Abias ( “O Senhor é meu Pai”), foram educados no temor do Senhor. Samuel ensinou-lhes tudo o que ele tinha aprendido sobre a vida e como viver no temor de Deus. Porém, esses dois filhos não agiam como seu pai esperava. 
   Quando cresceram, Samuel acreditou que mudariam se os colocasse como juízes e os fizesse assumir responsabilidades administrativas sobre o povo. 
Assim, ele lhes deu a função de seus ajudantes e lhes deu poder, e eles estabeleceram seus postos de juízo em Berseba, localizada na região sul de Israel.
Entretanto, isso foi pior. Os dois filhos de Samuel se tornaram rebeldes. Cobravam pagamento para fazer julgamentos, e atendiam de acordo com quem lhes pagasse melhor. A avareza fez com que eles pervertessem a administração da justiça e agissem de uma maneira corrupta.
O povo começou a temer que quando Samuel morresse, seus filhos tomassem seu lugar e então a situação se tornaria impossível de suportar. Por essa razão eles se aproximaram de Samuel e lhe pediram que escolhesse alguém para ser rei, I Samuel 8.6. 
Esperavam que um rei escolhido fosse melhor que os filhos de Samuel
Mesmo não se agradando da petição, ele sabia que o povo estava certo, e entristeceu-se pela forma como seus filhos viviam. Sentia que tinha fracassado como pai. Era muito triste ver o que faziam, ainda sabendo quais eram os caminhos de Deus.
Samuel consultou a Deus antes de confirmar a petição, alertando os israelitas quanto aos direitos de um rei sobre seus súditos e suas terras.
    Desde sempre, era da vontade de Deus permanecer como único Deus e Rei para o povo de Israel, mas não foi assim que a história aconteceu... e o povo insistiu com Samuel que orou mais uma vez ao Senhor, recebendo a seguinte ordem: "atenda-os e dê-lhes um rei" - I Samuel 8.22.
    E Deus revelou a Samuel que lhe enviaria um jovem da tribo de Benjamim para ser ungido rei sobre Israel. E foi assim que aconteceu o encontro entre Saul e Samuel - I Samuel  9. 1-27
    
               ** Samuel foi o elo entre o período dos Juízes e o período monárquico. 


         A Bíblia não estabelece por quanto tempo Samuel julgou a Israel. Diz, no entanto, que julgou Israel todos os dias de sua vida, e não meramente no tempo de seu juizado - I Samuel 7.15.
                 ** A tradição judaica lhe outorga o título de primeiro dos profetas maiores.



        A grande dificuldade encontrada foi a de definir o início e o término de cada juizado, devido aos vácuos cronológicos, argumentados sempre pelos grandes historiadores que ressaltam que a simples soma do tempo de atuação dos juizes israelitas dá um total que difere do tempo de perseguição informado no livro de Juízes. 
A conclusão diante dessa realidade é que alguns relatos de perseguições e de
juizados se sobrepõem.  
O historiador Archer diz que é preciso entender que houve períodos nos quais
duas carreiras coincidiram no todo ou em parte. Ele apresenta como prova disso o texto
de Juízes 10.7 que mostra que a perseguição sobre os amonitas e sobre os filisteus se deu ao mesmo tempo, presumindo que ao mesmo tempo também atuaram os juízes que
combateram esses povos.

Encerramos aqui o resumo sobre o período dos Juízes sobre os israelitas, desejando que tenha atingido a expectativa,  lembrando para que a Bíblia Sagrada seja consultada sempre.