Quando o rei Davi tomou conhecimento da trama política de seu filho Adonias para usurpar o
reinado de Salomão, imediatamente convocou o sacerdote Zadoque, o
profeta Natã e o comandante da guarda real Benaia, para que Salomão fosse levado a Giom, local estrategicamente escolhido pelo rei Davi para que Salomão fosse ungido rei sobre Israel .
Salomão, o 10º filho do rei Davi e o 4º com Bate-Seba, obediente a Deus, seguia sempre o bom conselho de seu pai, que já estava "avançado em idade", e ainda bastante jovem recebeu o trono para que governasse Israel.
Uma vez estabelecido rei sobre Israel, Salomão se fortaleceu sobremaneira
sobre o reino. Isso por conta da sua comunhão com o Deus de seus pais
Abraão, Isaque e Israel. Até aqueles dias, a Arca da Aliança continuava
no Tabernáculo edificado por Moisés. Salomão então ofereceu a Deus mil
sacrifícios sobre o altar de bronze que estava na Tenda da Congregação.
Tal atitude de fé provocou imediata reação da parte do Senhor. E
naquela mesma noite Ele apareceu a Salomão e lhe disse: "Pede-me o que
queres que Eu te dê."
Salomão respondeu:
"De grande benevolência usaste para com
Davi, meu pai, e a mim me fizeste reinar em seu lugar. Agora, pois, ó
Senhor Deus, cumpra-se a Tua promessa feita a Davi, meu pai; porque Tu
me constituíste rei sobre um povo numeroso como o pó da terra. Dá-me,
pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que eu saiba conduzir-me à frente deste povo; pois quem poderia julgar a este grande povo?" 2
Crônicas 1.8-10.
E a vida continuava, e o rei Salomão tinha de julgar as questões e os problemas que surgiam no meio do povo.
Certa ocasião, duas mulheres se puseram diante do rei para que julgasse a causa que tornou-se o início do reconhecimento da sabedoria que o rei usava para julgar o povo (I Reis 3.16-28 ).
E todo o Israel ouviu o juízo que o rei havia dado sobre o caso das duas mães e temeu ao rei,
porque viram que havia nele a sabedoria de Deus para fazer justiça.
Diferentemente de seu pai, Salomão não se tornou um líder guerreiro,
pois isso não foi preciso. Soube manter a grande extensão territorial
que herdara de seu pai. Mostrou, de acordo com a tradição judaica, ser
um grande governante e um juiz justo e imparcial. Habilmente
desenvolveu o comércio externo e da indústria e as relações diplomáticas
com países vizinhos, o que levou a um progresso considerável das cidades
israelitas.
Ficou conhecido por ter ordenado a construção do Templo de Jerusalém
(também conhecido como o Templo de Salomão), no Monte Moriá, o que levou sete anos. Isto
ocorreu no seu 4º ano de reinado, exatamente 479 anos
completos, mais alguns dias ou meses após o Êxodo do povo de Israel do Egito. Após a conclusão da grande obra, Salomão dedica o Templo ao Senhor, Deus de Israel, colocando a Arca da Aliança no lugar próprio, no Santo dos Santos, dentro do Templo, que ficará em pé por trezentos e sessenta e sete anos, quando surgirá Nabucodonosor que o destruirá.
Mandou construir fortes muralhas na cidade de Jerusalém, bem como mandou reconstruir e fortificar diversas cidades e ainda construir cidades-armazém. Sábio e pacífico, desenvolveu o comércio, aumentando a influência do reinado sem recorrer à guerra. No entanto, a fartura e a riqueza que marcaram o seu reinado, exigiam o constante aumento de impostos, sua corte numerosa tinha um apetite voraz, por isso ele dividiu seu reino em doze distritos, e cada distrito tinha um governador para prover o suficiente mensalmente para a corte do rei Salomão, erxigindo mais e mais do trabalhador, criando um clima de insatisfação no povo hebreu, contrário às práticas rígidas ao governo do rei.
Mandou construir fortes muralhas na cidade de Jerusalém, bem como mandou reconstruir e fortificar diversas cidades e ainda construir cidades-armazém. Sábio e pacífico, desenvolveu o comércio, aumentando a influência do reinado sem recorrer à guerra. No entanto, a fartura e a riqueza que marcaram o seu reinado, exigiam o constante aumento de impostos, sua corte numerosa tinha um apetite voraz, por isso ele dividiu seu reino em doze distritos, e cada distrito tinha um governador para prover o suficiente mensalmente para a corte do rei Salomão, erxigindo mais e mais do trabalhador, criando um clima de insatisfação no povo hebreu, contrário às práticas rígidas ao governo do rei.
Diversos reis organizavam caravanas para Israel a fim de fazer perguntas e receber conselhos do rei Salomão, incluindo a rainha de Sabá e os seus enigmas, tendo o rei Salomão desvendado todos.
No reinado de Salomão, Deus
abençoou o povo por fazer o solo produzir muito trigo, cevada,
uvas, figos e outros alimentos. Apesar das insatisfações do povo, as pessoas usavam boa roupa e viviam
em boas casas. Havia mais do que o suficiente de tudo o que era bom,
para todos.
Salomão organizou o país, dividiu em regiões e criou uma rede de transportes. Na desértica região de Neguev, estabeleceu uma mina de cobre. À margem do mar morto, explorava sal. Construiu o porto de Asion-Gueber, próximo de Eliat, para comercializar com a Arábia, a Etiópia e a Índia. Várias ruínas encontradas por arqueólogos confirmam a passagem de Salomão nessa região.
Salomão organizou o país, dividiu em regiões e criou uma rede de transportes. Na desértica região de Neguev, estabeleceu uma mina de cobre. À margem do mar morto, explorava sal. Construiu o porto de Asion-Gueber, próximo de Eliat, para comercializar com a Arábia, a Etiópia e a Índia. Várias ruínas encontradas por arqueólogos confirmam a passagem de Salomão nessa região.
Seguindo o costume dos monarcas orientais, Salomão teve um vasto harém, e para promover atitudes amigáveis internacionalmente, Salomão casou-se com princesas de várias nações vizinhas, e assim seu coração foi pervertido por essas mulheres e deixou-se envolver pela idolatria, e os seus pecados trouxeram o castigo anunciado em II Samuel 7.14 - I Reis 11.3-13 e I Reis 11.14-40.
Salomão teve setecentas esposas e trezentas concubinas, e "suas
mulheres lhe perverteram o coração e o seu coração não era perfeito
para com seu Deus, como o coração de Davi, seu pai".
Observamos que as
promessas de Deus foram condicionadas à observância
do andar nos Seus caminhos e guardar Seus estatutos e mandamentos.
Vemos que apesar de muita sabedoria e conhecimento,
Salomão não teve coragem para aplicar sua vida na
prática da Lei do Senhor.
Um aspecto que podemos ressaltar é que sua sabedoria testificava a grandeza de Deus, provocando na rainha de Sabá o que podemos ler em I Reis 10.9 : "Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti, para te colocar no trono de Israel. É porque o Senhor ama Israel para sempre que te constituiu rei, para executares juízo e justiça."
Salomão escreveu o livro de Provérbios (estima-se que tenha escrito mais de três mil provérbios), o livro de Eclesiastes e Cântico dos Cânticos ( tendo escrito mil e cinco cânticos), sendo ainda atribuído a ele a autoria do Salmo de nº 127.
Ao lermos o livro de Cântico dos Cânticos, identificamos que tem uma linguagem poética, onde Salomão e sua esposa Sunamita descrevem o amor de um pelo outro, ensinando como um casal que está sob as bênçãos do Senhor deve agir em sua intimidade sexual.
No livro de Provérbios, encontramos um Salomão amadurecido, não usa o coração, e sim a razão, relembra os conselhos do pai, mostrando estar numa fase de prudência, exortando para que sejam observados os conselhos dos sábios pois são mais preciosos do que toda riqueza.
Acredita-se que já estava em idade mais avançada quando escreveu o livro de Eclesiastes, quando ele chega à conclusão de que tudo que existe debaixo do sol é vaidade, não existe nada de novo, e que todos os dias acontecem as mesmas coisas. E no capítulo 12, vemos Salomão mostrando que não é sábio entregar-se às paixões carnais como se elas nunca fossem acabar um dia, descortinando uma realidade de prestação de contas diante de Deus. E pelo que escreveu no livro de Eclesiastes, tudo leva a crer que Salomão teve novamente um encontro com Deus, alcançando a salvação.
Reinou durante quarenta anos em Israel, de 971 a 932 a.C., anos de muita paz
Salomão escreveu o livro de Provérbios (estima-se que tenha escrito mais de três mil provérbios), o livro de Eclesiastes e Cântico dos Cânticos ( tendo escrito mil e cinco cânticos), sendo ainda atribuído a ele a autoria do Salmo de nº 127.
Ao lermos o livro de Cântico dos Cânticos, identificamos que tem uma linguagem poética, onde Salomão e sua esposa Sunamita descrevem o amor de um pelo outro, ensinando como um casal que está sob as bênçãos do Senhor deve agir em sua intimidade sexual.
No livro de Provérbios, encontramos um Salomão amadurecido, não usa o coração, e sim a razão, relembra os conselhos do pai, mostrando estar numa fase de prudência, exortando para que sejam observados os conselhos dos sábios pois são mais preciosos do que toda riqueza.
Acredita-se que já estava em idade mais avançada quando escreveu o livro de Eclesiastes, quando ele chega à conclusão de que tudo que existe debaixo do sol é vaidade, não existe nada de novo, e que todos os dias acontecem as mesmas coisas. E no capítulo 12, vemos Salomão mostrando que não é sábio entregar-se às paixões carnais como se elas nunca fossem acabar um dia, descortinando uma realidade de prestação de contas diante de Deus. E pelo que escreveu no livro de Eclesiastes, tudo leva a crer que Salomão teve novamente um encontro com Deus, alcançando a salvação.
Reinou durante quarenta anos em Israel, de 971 a 932 a.C., anos de muita paz
Foi após a sua
morte que ocorreu o previsto cisma nas Tribos de Israel, originando o Reino de Judá, formado por duas Tribos ao Sul, e o Reino de Israel, formado por dez Tribos ao Norte.
Com os reinados de Saul, Davi e Salomão fechou-se o ciclo da monarquia unida, com as atuações dos profetas Samuel e Natã.
