sábado, 9 de janeiro de 2010

Profecias de Daniel - parte V

Capítulo 12

Versículo 1 - Maior pressão sobre a Turquia ocasionando a expulsão dos turcos e o retorno de sua sede de governo para Jerusalém e aí Miguel, que é o próprio Jesus se levantará, dando início o Seu reinado. Findará a obra de misericórdia e o período da Graça concedido à raça humana. As nações apavoradas contemplarão o Senhor vindo nas nuvens, viverão tempos angustiosos como nunca... findará a intercessão de Jesus em favor da humanidade... será uma calamidade mundial...

Versículo 2- Somente os que morreram em Cristo terão parte nessa ressurreição, para verem o Glorioso aparecimento de Jesus e muitos daqueles que não acreditaram e por isso zombaram também ressuscitarão "para a vergonha e o desprezo eterno".

Versículo 3- Os crentes em Jesus são comparados ao Sol. E vamos nos deter um pouco aqui para termos a noção do que isso significa, da importância que temos para o Senhor...
"o sol é um astro com um diâmetro de 1.440.000 Km. Ele é 1.300.00o vezes maior que a terra e o seu peso equivale a 332 mundos como o nosso; fica a 155.000.000 de km distante de nós e que influência ele exerce sobre a terra" !!
E também para termos a noção da Grandiosidade do nosso Deus, ele ainda criou astros muito mais poderosos e que também por isso estão a uma distância incalculável:

ESTRELA CENTAURO- fica a uma distância de 40 bilhões de km da terra;

ESTRELA POLAR- fica cem vezes mais distante da terra que a Centauro e tem 2.500 vezes maior brilho que o sol;

ESTRELA ARTURO- emite luz 158 vezes maior que o sol;

ESTRELA CAPELA- emite luz 185 vezes maior que o sol;

ESTRELA RIGEL (NA CONSTELAÇÃO DE ÓRION)- tem um brilho 15 mil vezes maior que o sol.

E aí podemos perguntar: Porque não vemos essa luminosidade toda? Nós até vemos, apesar de elas estarem a 33 milhões de vezes mais distantes da órbita da terra... puxa, é algo magnífico, não? e somente um Deus magnífico como o nosso é que poderia ter criado esses corpos celestes e colocado-os, no universo, de tal forma a não nos pulverizar...

"a luz que é irradiada por essas estrelas atravessa o espaço numa velocidade de 310 mil km por segundo durante um período de um pouco mais de 10 anos até chegar ao nosso mundo".

Concluímos, então, que a luz que vemos hoje das estrelas que estão no céu não é uma luz "ao vivo"... "Como se vai ao lugar onde mora a luz"? (Jó 38.19)
Séculos se foram , reinos surgiram e desapareceram, mas os astros continuam com o mesmo brilho do início. Não há indícios de decadência, nem o seu esplendor se ofuscou e assim será com aqueles que ensinam a Justiça...

Versículo 4- A partir de 1798(Reforma Luterana), a Bíblia foi melhor compreendida, as profecias têm sido estudadas... acompanhamos a evolução do conhecimento humano :
- revolução de maquinários agrícolas
- indústria do algodão
- máquina de costura
- energia elétrica
- bonde elétrico
- fonógrafo
- fotografia
- máquina impressora
- tanques de guerra
- telescópios
- telefone
- petróleo
- engenhos de mineração
- motor à explosão
- pontes suspensas
- grandes monumentos
- bicicleta
- telégrafo
- transatlânticos
- transporte ferroviário
- equipamentos para explorar as profundezas do mar
- tear elétrico
- e tantas outras milhares de invenções...

Versículos 5-7- Perseguição ao povo santo de Deus, opressão...

Versículos 8-10- Tempo do fim. É o tempo atual e a geração que vivemos... momento de preparação para a vinda do Senhor Jesus e Seu reino.

Versículo 11- Confirmação da Palavra em Mateus 24.15 - o "sacrifício diário" refere-se às práticas pagãs da igreja católica. Em 508 d.C. o paganismo revestiu-se de uma outra roupagem e "1290 dias" se passaram, isto é, somando o ano 508 com 1290 temos o ano de 1798...

Versículos 12-13- Outro período profético: 1335 dias + o ano 508, que nos dá o ano de 1843 quando fatos incríveis aconteceram. Por volta do ano de 1843 houve um reavivamento sem igual.

A "herança" citada é a bênção final para os que aguardam a volta de Jesus e que ainda estarão vivos...
"Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas"...

NOTA: O estudo sobre as profecias de Daniel, além de ter sido um cuidadoso objeto de pesquisas, foi enriquecido pelo resumo do estudo da irmã Tereza Sisuko, da Terceira Igreja Batista do Plano Piloto- Brasília-DF

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Profecias de Daniel- parte IV

Capítulo 10

Possivelmente a visão revelada a Daniel nesse capítulo tenha sido sua última visão. Presume-se que nesse período ele estivesse com 90 anos de idade.


Capítulo 11


O rei guerreiro mencionado nos versículos 3 e 4 é Alexandre, o Grande, que dominou o império Persa. Alguns anos após sua morte, toda sua parentela foi vitimada pelos quatro generais que assumiram o império.
Lisímaco venceu Cassandro e apoderou-se dos seus territórios; Seleuco venceu Lisímaco e apoderou-se dos seus territórios; conclui-se que Ptolomeu tenha vencido Seleuco tornando o Egito um reino poderoso.

Guerra de poder entre o reino do Sul e o reino do Norte

O reino do Sul (Egito) vence o reino do Norte (Síria, Macedônia). O rei do Sul, que era Ptolomeu, encheu-se de orgulho tendo sido muito prejudicado por isso.
Perseguiu muito o povo judeu e milhares deles foram mortos.
Nesse período acontece a intervenção de Roma na guerra entre os dois reinos pois era de seu interesse controlar os negócios do mundo e exercer influência entre as nações.

Versículo 15- aparece o reino do Norte (Síria...) vencendo o reino do Sul (Egito). Roma acha por bem voltar-se contra o reino do Sul (o Egito).
O general Ptolomeu e Cleópatra, que eram irmãos, casaram-se para controlar o império.

Versículo 19-Imperador Augusto César apunhalado por Cássio e Brutus, em seguida Augusto Otaviano assume o trono.

Versículo 21- Pressionado por sua esposa, Otaviano nomeia seu enteado Tibério César ao trono. Era um tirano, dado às orgias, foi morto por um prefeito pretoriano.

Versículo 22- O Príncipe da aliança é Jesus Cristo; sua morte ocorreu durante o reinado de Tibério César.

Versículo 23- Roma fez coligação com o povo judeu pelo fato deste ser numericamente maior que o povo romano. Mas agiu enganosamente e ergueu-se com grande poder.

Versículo 24- Com astúcia, Roma tomou posse de grandes províncias (cumprindo profecias).

Versículo 25- Confronto entre Marco Antonio(liderando o exército egípcio e César Augusto liderando o exército romano)- a vitória foi de César Augusto e o império romano foi transferido para Constantinopla( a Turquia de hoje) , por Constantino.

Versículo 26- Os aliados de Marco Antonio o abandonaram. O exército da Líbia aliou-se ao de César Augusto.

Versículo 27-Marco Antonio e César Augusto (que apaixonou-se por Cleópatra que ficara viúva de seu marido Ptolomeu (que também era seu irmão) que afogou-se no rio Nilo durante uma fuga.

Versículo 28- César Augusto retorna para Roma, liderando uma expedição para invadir Judéia, Jerusalém e Cafarnaum. Houve um período de muita fome e por isso o canibalismo aconteceu em Jerusalém e arredores. Em seguida, o comandante Tito sitia Jerusalém cuja guerra durou muito tempo e mais de um milhão de pessoas morreram.

Versículo 30- É a guerra dos vândalos, hérulos e ostrogodos. Roma foi saqueada (Apocalipse 8.8).
Aqueles povos uniram-se à fé ariana (a princípio, inimigos da igreja católica) . Para exterminar os "ereges", o imperador romano Justiniano decretou que o papa fosse o corregedor dos "hereges". A Bíblia passou a ser vista como um livro perigoso e que não devia ser lida pelo povo. Assim, tudo era submetido ao papa.

Versículo 31- O sacrifício diário é o paganismo. Surge o "papado" na história com uma influência paganisma (embora com outra roupagem) da França.
Vemos na História (ano 536 a 537 d.C.) a guerra pela posse do território de Roma. O "diácono Vigílius", o novo bispo, foi "eleito" por um suborno de 200 libras de ouro. Foi nesse período que o povo ostrogodo foi exterminado(ver capítulo 7).

Versículo 32- Muita riqueza, posição social, honras,... destacam-se os povos cristãos valdenses, albigenses,...

Versículo 33- Perseguição da igreja católica aos cristãos que lutavam pela Verdade.

Versículo 34- A grande Reforma Luterana(1798). Houve ajuda dos Estados germânicos contra a igreja católica.

Versículo 35- Vemos a Inglaterra ora sob jurisdição protestante, ora sob jurisdição papal, dependia da religião dos reis ingleses. A rainha Maria era inimiga mortal dos protestantes e por sua influência milhares morreram.
Apesar das novas roupagens de aspecto cristão, a igreja católica anseia pelo dia que voltará a perseguir aqueles que pertencem a Cristo, ela continua com a mesma arrogância e orgulho ( II Tessalonicenses 2.3-4).
O papa Inocêncio III obrigou o rei de Aragão, Pedro II, a comprometer-se fielmente com a igreja católica, inclusive perseguindo os protestantes.

Versículo 36-38- Lembramos de Voltaire... a França rejeitando a Bíblia e negando a existência de Deus; a degradação do casamento, o ateísmo predominando, igrejas fechadas e Bíblias sendo queimadas, uma total anarquia.

Versículo 39- Surge Napoleão na História. Mesmo não sendo cristão, reabriu as igrejas para o culto cristão.

Versículo 40- Conflitos entre Egito e França e Turquia e França. Napoleão invadindo e conquistando o Egito o que levou a Turquia a declarar guerra à França. Napoleão parte rumo à Turquia com seu exército. Os "muitos navios do rei do norte" são os navios russos e ingleses que cooperaram com a Turquia, obrigando Napoleão a retornar ao Egito.

Versículo 41- "Terra Magnífica" é a Palestina e suas províncias que ficaram sob o domínio da Turquia, porém Edom, Moabe e Amom escaparam dos ataques.

Versículo 42- Os franceses melhoraram muito as terras egípcias (1829).

Versículo 43- Os franceses sendo expulsos do Egito pelos turcos, tornando-se, assim, tributário à Turquia.

Versículo 44- A Pérsia e a Rússia perturbam a Turquia. A Rússia, que era mais agressiva, foi objeto de ataque turco em 1853.

Versículo 45- Este versículo fala sobre uma profecia que ainda não se cumpriu. "Monte Santo e Glorioso", onde Jerusalém está situada. O ponto mais notável da Turquia é Jerusalém.
No passado, a Turquia recebeu ajuda da Inglaterra e da Rússia na guerra contra a França (1798), na guerra contra o Egito recebeu a ajuda da Inglaterra, Rússia, Áustria e Prússia (1838), na guerra contra a Criméia (1853), recebeu ajuda da Inglaterra e França.
A Turquia continuou a existir por causa da tolerância das grandes potências da Europa, quando acabar esse apoio, a Turquia desaparecerá, "ninguém o socorrerá".
Aguarda-se a expulsão da Turquia da área da Europa. A Rússia está se organizando (com uma ação conjunta entre a Romênia, Sérvia, Bósnia e Albânia) para expulsar os turcos para a Ásia e disputar seu território.
A aparente razão da Rússia em buscar rotas marítimas, é uma estratégia para o ataque. As instruções russas, a partir de um antigo testamento, de um imperador russo, datado de 1688, são para:
"Conquistar as Índias(o grande armazém do mundo), fomentar a guerra na Turquia (expulsando os turcos da Europa), estabelecer fortalezas no mar Negro(domínio marítimo), acelerar a decadência da Pérsia invadindo o Golfo Pérsico"....
Desestabilizando a Turquia, poderá ocorrer o desequilíbrio na Europa. Este ainda é um dos principais pontos da tolerância porque a Turquia é considerada um ponto estratégico da Europa.
A nação que tiver o domínio desse ponto, poderá impor condições ao resto da Europa. Todas as potências européias estão de "olho" nesse ponto; e nenhuma permitirá que a outra avance. E assim vão "permitindo" que a Turquia fique em solo europeu até que seja expulsa.
Em 1877 a Rússia tentou expulsar os turcos, alegando "defender os cristãos da barbárie turca". Porém, a aparente diplomacia das outras nações suspenderam o conflito.
Por mais de cinquenta anos, a política da Rússia tem sido a de fazer a Turquia recuar, encolhendo em direção ao território da Ásia (pode-se ver bem no mapa da Turquia de 60 anos atrás).
A situação da Turquia está piorando. A ganância é o que ainda retém as mãos dos outros "poderosos". O mundo está em espírito de guerra. O Espírito de Deus será retirado e o mundo chegará ao seu fim...


(...continua...)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Profecias de Daniel- parte III

Daniel, capítulo 8 ...

O chifre pequeno, na visão que Daniel tivera, representa Roma que depois de vencer o chifre macedônico do bode, sai para novas conquistas em outras direções.
Egito, Síria e Judéia tornaram-se províncias do império romano e os judeus foram dispersos.

No versículo 13, quando os anjos falam sobre o sacrifício diário, referem-se à fase pagã da igreja católica.

CAPÍTULO 9

O capítulo 9 é uma explicação do capítulo 8


As setenta semanas
Daniel foi um dos judeus levados cativos para Babilônia, quando o reino de Judá caiu em 605 a.C. Enquanto lia o livro do profeta Jeremias, ele chegou à profecia que dizia que Israel retornaria para casa. Para saber exatamente quando aconteceria, ele orou fervorosamente a Deus. Um anjo do Senhor lhe apareceu e disse-lhe em detalhes, não somente sobre o retorno de Israel para sua terra, mas também o que aconteceria dali até o fim do mundo:
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos. Saiba e entenda que, desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas. Ruas e muros serão reconstruídos, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido. O povo de um governante que virá destruirá a cidade e o Lugar Santo. O fim virá como uma inundação, guerras e desolações continuarão até o fim. Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e às ofertas de manjares. Sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição (que já está determinada) se derrame sobre ele".

Este foi o anjo Gabriel que apareceu a Daniel.

Na Bíblia, uma semana significa sete anos, consequentemente setenta semanas são quatrocentos e noventa anos.


Depois que os 490 anos tivessem passado, a transgressão e todos os pecados terminariam, e a reconciliação pela iniquidade seria feita para sempre, e o mais Santo, o Messias, o nosso Senhor e Salvador viria a este mundo para redimí-lo...
Gabriel disse que desde a saída da ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, seriam sete semanas e sessenta e duas semanas, num total de sessenta e nove semanas. Assim, 445 anos antes de Jesus nascer, o rei Artaxerxes da Pérsia, deu uma ordem para que Jerusalém fosse restaurada. Como resultado, alguns israelitas que tinham sido levados para Babilônia, retornaram para casa. Trinta e oito anos depois, ou melhor, sessenta e nove semanas, Jesus entrou em Jerusalém, em um jumento, de modo que tudo foi cumprido precisamente...

Das setenta semanas de Dn. 9.24, sessenta e nove já se passaram.

No versículo 27, quando o anjo menciona "ele fará uma aliança"... provavelmente será um líder político (virá de Roma?) que confirmará a aliança com muitos judeus pelo período de "uma semana", ou seja, sete anos. Mas no meio dessa semana, isto é, três anos e meio, ele quebrará a aliança e cessará a adoração dos judeus. Assim, durante a primeira parte da grande tribulação a perseguição será menos intensa.
Durante os últimos três anos e meio o anticristo quebrará completamente a aliança com os judeus. Ele entrará no templo e se proclamará rei. Este será o período de severa tribulação, mas a ira de Deus será derramada sobre o desolador.
No final da era da igreja de Cristo, que até aqui tem durado dois mil anos, o anticristo aparecerá e iniciará a era da Tribulação. Este será o último período no qual o Senhor exortará os judeus, o Seu povo escolhido, para que se arrependam.
Para os gentios, será um período no qual passarão por tormento e destruição...


(... continua ...)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Profecias de Daniel- parte II

No capítulo 7 encontramos alguns símbolos :

ventos : lutas, guerras...
mares ou águas : povos, nações (as nações dos salvos em Jesus- Dn. 7.14)
quatro animais : quatro reinos...



** No ano 55 a.C., Daniel teve um sonho com quatro bestas (ou animais). Eram predadores que mordiam e despedaçavam uns aos outros:

Um leão, com asas de águia, mas que foram arrancadas, simbolizando o reino de Nabucodonosor.

Um urso, que tinha três costelas entre os seus dentes, simbolizando o império Medo-Persa. Levantava-se em um dos seus lados: significando a coalisão entre a Média e a Pérsia(que era a mais forte). Não foram bons estrategistas, mas amedrontavam. Com um exército de cinco milhões de soldados derrrotaram a Líbia, Babilônia e o Egito (as três costelas que estavam entre os dentes do urso).

Um leopardo, que tinha quatro cabeças e quatro asas, significando que um reino veloz como um leopardo conquistaria o mundo com a rapidez de um relâmpago - a Grécia de Alexandre, o Grande. As quatro cabeças são os quatro generais de Alexandre (já mencionados anteriormente), que comandaram a antiga Trácia, Macedônia, Síria, Egito e outros domínios no Oriente. Estes generais eram Cassandro, Lisímaco, Ptolomeu e Seleuco.

Um animal mais forte amedrontava com grandes dentes de ferro e dez chifres; devorava e fazia em pedaços suas vítimas, representando o império romano. Por volta do ano 30 a.C., Roma subjugou os quatro reinos, trazendo toda a Europa civilizada sob o seu controle. Foi o mais extenso império do mundo. Daniel viu um pequeno chifre saindo dentre os dez que arrancou três dos primeiros chifres. O pequeno chifre significa o anticristo, que aparecerá e será um ditador, opondo-se a Deus e causará muita dor aos salvos em Cristo. Os três chifres arrancados significam os povos "hérulos, ostrogodos e os vândalos", que opuseram-se ferrenhamente contra as arrogâncias eclesiásticas no início da organização da igreja católica. Lembramos aqui o Concílio de 1870 quando o Vaticano atribuiu "infalibilidade ao papa" e outros "títulos" que foram aceitos por toda a igreja católica, muitos deles ainda em uso nos tempos atuais:
"vigário do Filho de Deus; nosso senhor deus, o papa; o deus na terra; rei do mundo; leão da tribo de Judá; o salvador prometido" ...

Ainda no capítulo 7 encontramos a divisão dos dez reinos de Roma (351 e 483 d.C.). Com a inquisição, cinquenta milhões de mártires foram sacrificados, aconteceram as perseguições aos povos valdenses (um milhão deles pereceu na França), albigenses e protestantes em geral.
De 1540 a 1580 (organização e fundação da "Ordem dos Jesuítas"), foram mortos novecentos mil cristãos que foram considerados "hereges" pela igreja católica.
Nos países baixos(no início eram divisões feudais), dentre eles temos a Holanda, e outros que fazem parte desse território. Pois bem, cinquenta mil pessoas que queriam seguir os ensinamentos de Cristo foram enforcadas, decapitadas, queimadas e enterradas vivas, porque também foram consideradas "hereges" pela igreja católica.

Para maior entendimento, leia as declarações de Anthony Gavin, ex-sacerdote católico...

Para tentarmos entender o capítulo 7.25, devemos saber que o ano judaico é constituído por trezentos e sessenta dias.
Quando o Senhor fala em "um tempo", simboliza "um ano";
Quando o Senhor fala em "um dia", simboliza também "um ano" - mistérios do Senhor...

Assim, três anos e meio totalizam mil duzentos e sessenta dias ou mil duzentos e sessenta anos...

O Edito no qual a igreja católica declarou o papa como o "cabeça da igreja", contrariando totalmente a Bíblia que declara que CRISTO É O CABEÇA DA IGREJA, vigorou no ano 538 d.C. Somando o ano 538 com 1260, chegamos ao ano 1798, quando o exército francês invadiu Roma, proclamou a República, aprisionou o papa e aboliu o papado por um tempo.


(... continua...)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Estudo sobre as profecias de Daniel-parte I

Daniel, que significa "Deus é o meu juiz", foi o amado de Deus, orava três vezes ao dia, não se achava erro algum nele, totalmente fiel a Deus e por isso também Deus foi fiel com ele. Muito mais seria falado sobre esse servo, que ainda muito jovem fora levado cativo para a Babilônia... um grande exemplo... vamos nos deter em suas profecias, que devem ser estudadas junto com o Apocalipse.

O capítulo 1, e do capítulo 8 ao 12, os acontecimentos foram escritos em hebraico. Do capítulo 2 ao 7, foram escritos em aramaico.

Do capítulo 1 ao capítulo 6, vemos a parte histórica. Os fatos narrados no capítulo 7 precederam os fatos narrados no capítulo 5; a ordem cronológica foi desconsiderada para que a parte histórica pudesse ser vista especificamente e para que não houvesse fatos históricos na parte profética.

A imagem que o rei Nabucodonosor viu em seu sonho e que Daniel, pela revelação do Senhor declarou ao rei, é assim simbolizada pelos seguintes reinos e respectivos animais:

cabeça de ouro - a antiga Caldéia e a Assíria -Babilônia-(reino representado por Nabucodonosor-leão) que foi o rei mais ilustre do 1º reino profético;

o peito e os braços de prata - império Medo-Pérsa (representado por Belsazar,-urso- neto de Nabucodonosor, e em seguida pelo rei Dario);

o ventre e os quadris de bronze - a Macedônia, a Grécia, a Ásia Menor, Egito -leopardo- (o império grego foi dividido entre os quatro generais principais, logo após a morte de Alexandre;

as pernas de ferro e os pés em parte de ferro e em parte de barro - império romano (animal completamente diferente daqueles que existem na natureza).

*** Roma, que outrora era dividida entre dez reinos ou povos: os hunos, ostrogodos, visigodos,
francos, vândalos, suevos, burgundos, hérulos, anglo-saxões e lombardos.


*** Na linha das profecias de Daniel, a sucessão de reinos dava-se por meio de conquistas :
- A Pérsia conquistou Babilônia (2º império) ;
- A Grécia conquistou a Pérsia (3º império).

* Os quatro generais, sucessores de Alexandre, nada conquistaram, receberam as cidades já
prontas.
Tudo está concentrado nas divisões do quarto reino. Os outros, mesmo sem domínio, ainda estão por aí. Porém, todos serão despedaçados quando o 5º reino surgir: a Glória do Reino de Jesus. O Seu Reino ocupará toda a terra- Mateus 25. 32-34

O tema central encontra-se no capítulo 4.17

(... continua...)

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sobre o profeta Ezequiel...

Ezequiel, também conhecido como o «profeta do exílio», por ter sido banido para a Babilônia com o povo de Israel, previu, segundo o Antigo Testamento, que Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacaria a cidade de Tiro e a destruiria.
Ezequiel é um dos quatro profetas maiores que previu a queda de Jerusalém em 586 a.C. e cujas visões são narradas no Antigo Testamento
No capítulo 37, encontramos uma das mais belas e profundas manifestações do poder do Senhor "O vale dos ossos secos". Uma nação que desapareceu e virou um monte de ossos secos, sem vida, sem esperança... e assim como um monte de ossos pode voltar à vida, pelo poder de DEUS, assim também poderia aquela nação reviver.
Todas as grandes nações antigas desapareceram, mesmo estando em suas terras. Portanto ninguém podia esperar que o povo judeu, já na sua vigésima geração, pudesse um dia voltar a Palestina! (v. 14 – “Colocarei o meu Espírito dentro de vocês, e assim vocês voltarão a viver.”)

Uma vasta literatura foi publicada nos últimos séculos a respeito do retorno dos judeus à sua terra. E em 1948 a Organização das Nações Unidas votou criar o Estado Judaico e a despeito do ódio eterno dos árabes, Israel lá está e de lá não sairá mais, esperando a vinda do seu Messias.


Sobre o profeta Jeremias...

Jeremias recebeu a chamada para ser profeta quando ainda era jovem. Foi pesquisador e historiador e acredita-se que além do livro que leva seu nome, ele tenha escrito os livros de Primeiro e Segundo Reis, abrangendo a história de ambos os reinos (Judá e Israel) desde o ponto em que os livros de Samuel a deixaram (isto é, na última parte do reinado de Davi sobre todo o Israel) até o fim de ambos os reinos.
Após a morte do rei Josias (quando compôs um cântico em sua homenagem), e após a queda de Jerusalém, escreveu o livro de Lamentações, onde vemos um quadro de pós-guerra, e a evidência do seu amor e da sua preocupação com o povo de Deus.