segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Efésios

Há grandes similaridades entre o livro de Efésios e o de Colossenses. Um estudo paralelo dos dois livros mostra muitos pontos iguais e estruturas paralelas. Colossenses frisa a primazia de Cristo. Efésios também fala de Sua primazia, mas destaca o papel da igreja no plano eterno de Deus.
Efésios
teria sido escrito pelo apóstolo Paulo, em Roma, entre os anos de 60-64 d.C. A carta aos efésios transmite a impressão de um rico transbordar da Revelação Divina, brotando da vida de oração de Paulo. Ele escreveu a carta quando estava prisioneiro por amor à Cristo. Por isso é conhecida como uma das quatro cartas chamadas de "Epístolas da Prisão". As outras três são Colossenses, Filipenses e Filemom. Por ter muita afinidade com Colossenses, acredita-se que tenha sido escrita logo após esta. As duas cartas podem ter sido levadas simultaneamente ao seu destino por um cooperador de Paulo, chamado Tíquico.
Possivelmente ele a escreveu como carta circular às igrejas de toda a província da Ásia. Muitos estudiosos acreditam que a carta aos Efésios é a mesma carta aos "Laodicenses".

Curiosidades sobre a Epístola aos Efésios:
  • Era a epístola favorita de João Calvino;

  • Efésios, ainda hoje, pode ser considerado um livro extremamente contemporâneo porque:

    • Promete comunhão em um mundo rachado por desuniões de todos os tipos.

    • Promete reconciliação em um mundo imerso em alienação.

    • Promete paz em um mundo que sofre com guerras permanentes

Gálatas

Gálatas eram um povo celta, da antiguidade, habitantes da província romana da Galácia, que situava-se no centro da atual Turquia.

No século III a.C., houve uma grande migração de gauleses para o oriente, percorrendo toda a Grécia e chegando até a Ásia Menor, onde após grandes confrontos com os reis da cidade de Pérgamo que rejeitaram os gálatas, estes se dirigiram para a zona central da Capadócia na qual se assentaram formando uma região que passou a chamar-se Galácia e portanto os seus habitantes (os gauleses) passaram a chamar-se gálatas.

Quando o apóstolo Paulo escreveu a Epístola aos Gálatas, por volta dos anos 55-60 d.C., seu propósito era o de combater os "judaizantes" (judeus que afirmavam que os gentios para serem salvos tinham de ser circuncidados e guardar todas as leis de Moisés).

A epístola é uma defesa da doutrina da justificação pela fé, a necessidade de firmarmos a Verdade, a sã doutrina, a fim de que o falso não encontre lugar em nosso coração. Ainda exorta para perserverarmos na leitura da Palavra.

Esta carta tem sido chamada de A carta magna da igreja por alguns escritores. Seu principal argumento é a defesa da liberdade cristã em oposição ao ensino dos judaizantes. Estes falsos mestres insistiam que a observância das cerimônias da lei era parte essencial do plano de salvação.

domingo, 28 de novembro de 2010

II carta aos Coríntios...

Depois de partir de Éfeso, Paulo enviou a segunda carta da Macedônia. Muitos estudiosos acreditam, baseados principalmente nos comentários de Paulo que entre as duas cartas aconteceram duas coisas não registradas no livro de Atos:
1ª- Paulo fez uma visita a Corínto e voltou para Éfeso entristecido,
2ª- Ele mandou uma outra carta, considerada severa, repreendendo algumas atitudes erradas dos coríntios.
Enquanto a primeira carta é voltada, em boa parte, aos problemas específicos dos coríntios (comportamentos e doutrinas falsas), a segunda carta abre mais o coração de Paulo para mostrar os seus sentimentos fortes em relação aos coríntios e, mais ainda, para com o Senhor.
Ele continua a instruir sobre a disciplina e exorta sobre as ofertas à igreja, declarando ser o Senhor dono de tudo.

I carta aos Coríntios...

Na ocasião, Paulo encontrava-se em Éfeso, e ouviu falar dos problemas da prática cristã na igreja de Corinto. Era uma igreja imatura e com pouca espiritualidade. Assim, Paulo escreve para instruir e restaurar a igreja; para corrigir a imoralidade, divisões e o letígio nos tribunais pagãos.
É uma carta de aconselhamento. Paulo passa a responder sobre as dúvidas dos cristãos daquela igreja.
Nesta carta, encontramos o capítulo mais lindo e poético da Bíblia: o capítulo 13, que fala sobre o amor.

Carta aos Romanos

Foi escrita na cidade de Corinto, no ano de 57 d.C., destinada à igreja de Roma, que era composta por gentios e uma minoria judia.
Na
primeira parte, Paulo expõe o Evangelho : a salvação realizada por Deus em Cristo é universal e exclusiva; estende-se a judeus e gentios e só pode adquirir-se pela fé, já que, sem Cristo, nem sequer os judeus estão em condições de cumprir a Lei e salvar-se.

Na segunda parte, Paulo exorta à unidade, que provém da participação comum no amor de Cristo e se manifesta no bom relacionamento entre os de dentro e os de fora da Igreja e, sobretudo, na aceitação da sensibilidade e diversidade próprias de cada um.Temos aqui o Evangelho na sua expressão prática.


O livro de Atos dos Apóstolos...

Marca o início da era do Espírito Santo. Pode ter sido escrito entre 61 e 63 d.C.
O livro de Atos inicia-se com a ascensão de Jesus Cristo, o qual determinou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que fossem revestidos por uma unção celestial que é descrita nos fatos ocorridos durante o dia de Pentecostes.
Esse livro conta os eventos da igreja primitiva, a conversão dos judeus, mostra o lugar da igreja, traça as carreiras de Pedro e Paulo... encoraja os crentes pelos relatórios do progresso inevitável do Evangelho. Observa-se três fases: OPOSIÇÃO ao Evangelho, e como reação o aumento das PREGAÇÕES, tendo como resultado o CRESCIMENTO da igreja.
É importante destacar que no livro de Atos é narrada a rejeição contínua do Evangelho pela maioria dos judeus, o que levou à proclamação das Boas Novas aos povos gentios, principalmente por Paulo.

Pelo estudo feito por alguns estudiosos, o apóstolo Paulo devia ser "manco, meio "corcunda" e com sérios problemas de visão.

Rito de passagem

"Há uma lenda sobre o rito de passagem para a maioridade entre os índios cherokees: o pai leva o filho para a floresta ao final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho permanece sentado no topo de uma montanha durante toda a noite, e não pode remover a venda até o raiar do sol no dia seguinte. Sozinho, ele não pode gritar por socorro. Se conseguir passar a noite toda lá, será considerado um homem. Além disso, ele não poderá contar a experiência aos outros meninos, o que o fará sofrer uma maior punição, a fim de que cada um torne-se um homem ao seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido. O menino está, naturalmente, amedrontado. Ele consegue ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem estar por perto. Os insetos e cobras podem picá-lo. Ele enfrenta o frio, a fome e a sede, mas continua sentado bravamente, nunca removendo a venda. Segundo os cherokees, esse é o único modo de o menino tornar-se um homem. Finalmente, após a noite terrível, o sol aparece e a venda é removida. Então ele vê seu pai sentado na montanha, próximo a ele. O pai passara a noite inteira protegendo o filho do perigo"!
Nós também nunca estamos sozinhos! mesmo não percebendo, Deus está nos olhando, "sentado ao nosso lado".
Quando os problemas vêm, tudo o que temos a fazer é confiar que Ele está nos protegendo.
O simples fato de não vermos Deus não significa que Ele não está conosco. Precisamos caminhar pela fé e não pela visão humana...

Quando o impossível se torna possível...

Quando temos a presença de Jesus, tudo nos é possível. Quando tudo falha, Ele nos vale. Quando tudo parece perdido, Ele nos salva. Somos felizes porque sabemos que com Jesus temos tudo. Ele nos dará aquilo que o homem não nos pode dar, nem por dinheiro, nem pela ciência e nem pela força bruta: a Vida Eterna.
Mas por que então não recebemos muitas coisas que gostaríamos de ter? no Evangelho segundo Mateus encontramos que "por causa da vossa pouca fé, porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acolá e há de passar, e nada vos será impossível". Naturalmente somente poderemos receber das mãos de Deus o que pedirmos se andarmos nos caminhos do Senhor e obedecermos à Sua Soberana Vontade. Temos de trabalhar, nos esforçar, porque o Senhor não fará o que nos é possível fazer. Apenas quando tudo falha e nada nos resta a fazer, aí Ele fará o que nós não podemos fazer, para que o Seu nome seja glorificado.
Ele também não nos dará o que é para o nosso mal, como está escrito em Tiago: "Pedis e não recebereis porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites". Portanto, é preciso viver em conformidade com a Lei de Deus, aceitar Jesus como Senhor e Salvador, tornar-se filho obediente e pedir aquilo que será para o bem próprio, para a felicidade.
Quando tudo falhar, olhe para Jesus, peça com fé e esperança, confiando que Ele está atento a tudo.