terça-feira, 15 de outubro de 2013

Estudo sobre o período dos Juízes - 2ª parte

      Há um consenso de que o livro de Juízes tenha sido escrito pelo profeta Samuel.
Esse livro retrata as maldições da desobediência. Embora os maiores trechos do livro sejam de descanso e paz depois do arrependimento, a ênfase está nas consequências inevitáveis da idolatria pelo povo israelita, sempre quebrando a aliança com o Senhor, que desejava ser seu único Deus. 
    Depois da morte de Josué, toda aquela geração inicial morreu, surgindo uma nova geração que não reconhecia o Senhor e tudo o que ELE havia feito por Israel. 
E essa geração prestava culto aos deuses das nações vizinhas e se prostituía entre si, despertando a ira do Senhor que entregou os israelitas nas mãos do rei da Mesopotâmia Cuchã-Risataim - Jz.3.8, primeira consequência da desobediência. E durante oito anos o povo foi oprimido pelo rei da Mesopotâmia, período de intensa idolatria.
   O povo lembrou do Senhor, clamou a ELE que levantou Otoniel ( em outras traduções encontramos Otniel- sobrinho de Calebe, da Tribo de Judá).
O Espírito do Senhor estava com Otoniel que liderou o povo contra o rei opressor. Otoniel prevaleceu e os israelitas tiveram paz durante quarenta anos, até sua morte. 
(1354 a.C - 1314 a.C).

  NOTA: "Sempre que os israelitas saíam para alguma batalha, a mão do Senhor era contra eles para derrotá-los, conforme já lhes havia advertido. Então o Senhor levantou juízes que os libertaram das mãos daqueles que os atacavam. Mesmo assim eles não ouviam os juízes, antes se prostituíram com outros deuses e os adoraram...
Sempre que o Senhor lhes levantava um juiz, ELE estava com o juiz e os salvava das mãos de seus inimigos enquanto o juiz vivia...
Mas quando o juiz morria, o povo voltava a caminhos ainda piores... recusando-se a abandonar suas práticas e seu caminho obstinado." Jz. 2. 15-19


   Após a morte do juiz Otoniel, o povo de Israel desagradou novamente ao Senhor, voltando para a imoralidade e idolatria, e por isso o Senhor deu a Eglom, rei de Moabe, poder sobre Israel. Eglom fez aliança com os amonitas e com os amalequitas, derrotando, assim, Israel, que ficou sob o domínio de Eglom, por dezoito anos, pagando tributos ao rei de Moabe ( Jz. 3. 12-14), segunda consequência da desobediência.
  Já bem próximo do final dos dezoito anos, os israelitas lembraram do Senhor, clamaram por um outro líder, e o Senhor ouviu e levantou Eúde, da Tribo de Benjamim.
  Eúde ficou responsável por levar os tributos ao rei Eglom. E após o pagamento, a sós com o rei, o assassinou com uma espada, livrando Israel desses tributos e da opressão dos moabitas.
  Eúde foi um homem de ação direta, tomando uma radical e violenta decisão para libertar seu povo. E durante oitenta anos os israelitas alcançaram um período de paz. 
(1314 a.C - 1234 a.C)


  Após a morte de Eúde, o povo, mais uma vez, voltou-se para os ídolos das nações vizinhas, desagradando ao Senhor, que dá poder ao rei Jabim de Canaã para oprimir Israel, terceira consequência da desobediência. E o povo foi cruelmente oprimido durante vinte anos.
Durante esse período é que a história de Sangar - 3º Juiz - se mistura com a de Débora , não havendo qualquer referência em Juízes acerca do seu tempo. Diz apenas que após Eúde, Sangar, filho de Anate, da Tribo de Judá, libertou Israel (Jz 3:31) da opressão dos filisteus.  
  Segundo o site "Cronologia da Bíblia", o tempo de Sangar se situa, brevemente, entre Eúde e Débora, e coincide com os vinte anos em que os filisteus oprimiram Israel, dando a entender que embora Sangar tivesse obtido certo êxito em sua missão libertadora, a opressão não havia cessado. Até que Débora foi autorizada por Deus a libertar o povo. 
De acordo com grandes estudiosos e também arqueólogos, existem grandes vácuos cronológicos durante esse período.

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