sábado, 13 de agosto de 2011

Estudo sobre o Apocalipse - 4ª parte

Visão da terra e do céu - capítulo 5


Preparação para a grande tribulação e o julgamento


Quando, no Velho Testamento, uma pessoa comprava um pedaço de terra, o contrato era imediatamente providenciado, e após o primeiro artigo ser escrito, era enrolado e selado com cera e um selo. Então um segundo artigo era registrado e seguia-se com o mesmo procedimento de selagem, e assim acontecia até o último artigo registrado. Qual era o propósito? Era o de proteger o contrato contra algum tipo de falsificação. O original ficava no cofre do templo e uma cópia ficava aberta, sem a cera e os selos.
Se o ex-dono ou um parente seu quisesse a terra de volta, a propriedade devia ser revendida, entregando-se o original do contrato ao interessado que adquiria o direito de abri-lo. Dava-se o nome de "direito de redenção da terra".
Então, que tipo de contrato de propriedade era o rolo na mão de Deus? Deus é o dono dos homens e estes são o dono da terra. Com a queda, satanás teve o direito de possuir a terra e os homens... e o homem por si só não é capaz de comprá-la de volta e também não tem nenhum parente também capaz de comprá-la, todos são pecadores... ninguém é digno de abrir o livro e de desatar os selos. Somente alguém sem mácula e que desejasse pagar um alto preço. Quem?
Somente o Leão da Tribo de Judá que veio em forma de homem, sem pecado, ganhou o direito pelo documento. A raça humana foi comprada pelo sangue de Jesus- preço do pagamento pelo resgate de todos os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação.


A Pequena e a Grande Tribulação na terra



Daniel foi um dos judeus levados cativos para Babilônia quando o reino de Judá caiu. Enquanto ele lia o livro de Jeremias, chegou à profecia que dizia que Israel retornaria para casa depois de setenta semanas. Sem entender como isso aconteceria, orou fervorosamente ao Senhor que lhe enviou um anjo para mostrar-lhe os detalhes sobre esse retorno. O anjo Gabriel disse a Daniel que as setenta semanas seriam determinadas sobre o "teu povo" - o povo de Judá, e sobre a "tua Santa Cidade" - Jerusalém.

matematicamente falando:

Uma semana corresponde a sete anos. Setenta semanas X sete = 490 anos. A profecia diz que passados 490 anos, a transgressão terminaria, a reconciliação pela iniquidade seria feita para sempre, a justiça eterna seria trazida, todas as visões e profecias seriam seladas, e o mais Santo, o Messias, viria a esse mundo para redimí-lo. O anjo também disse exatamente a entrada de Jesus em Jerusalém, sobre uma mula, vindo do Monte das Oliveiras. Foi dito, ainda, que desde a saída da ordem para restaurar Jerusalém até o Messias, seriam sete semanas e sessenta e duas semanas, ou seja, sessenta e nove semanas.
Quatrocentos e quarenta e cinco anos antes de Jesus nascer, o rei Artaxerxes da Pérsia deu uma ordem para restaurar Jerusalém. Como resultado, alguns israelitas que tinham sido levados ao cativeiro, retornaram para casa. Quatrocentos e oitenta e três anos depois disso, Jesus entrou em Jerusalém em um jumento, de modo que a profecia foi cumprida precisamente.
Das setenta semanas de Daniel 9.24, sessenta e nove já passaram. No versículo 27, o pronome "ele" refere-se a um líder político (será de Roma?) que surgirá no fim dos tempos. Confirmará uma aliança com muitos judeus por sete anos, porém na metade (três anos e meio), quebrará essa aliança e fará cessar a adoração dos judeus. Assim, durante a primeira parte da Grande Tribulação, a perseguição será menos intensa.
Nos últimos três anos e meio, ele, o líder político (anticristo) quebrará completamente a aliança com o povo judeu. Começará o período de severa tribulação. A ira de Deus será derramada sobre o "desolador". No final da era da igreja, que até aqui tem durado dois mil anos, o anticristo aparecerá e iniciará a era da Tribulação. Esse será o último período no qual Deus exortará os judeus a se arrependerem. Para os gentios, será um período no qual passarão por tormento e destruição.