Gálatas eram um povo celta, da antiguidade, habitantes da província romana da Galácia, que situava-se no centro da atual Turquia.
No século III a.C., houve uma grande migração de gauleses para o oriente, percorrendo toda a Grécia e chegando até a Ásia Menor, onde após grandes confrontos com os reis da cidade de Pérgamo que rejeitaram os gálatas, estes se dirigiram para a zona central da Capadócia na qual se assentaram formando uma região que passou a chamar-se Galácia e portanto os seus habitantes (os gauleses) passaram a chamar-se gálatas.
Quando o apóstolo Paulo escreveu a Epístola aos Gálatas, por volta dos anos 55-60 d.C., seu propósito era o de combater os "judaizantes" (judeus que afirmavam que os gentios para serem salvos tinham de ser circuncidados e guardar todas as leis de Moisés).
A epístola é uma defesa da doutrina da justificação pela fé, a necessidade de firmarmos a Verdade, a sã doutrina, a fim de que o falso não encontre lugar em nosso coração. Ainda exorta para perserverarmos na leitura da Palavra.
Esta carta tem sido chamada de A carta magna da igreja por alguns escritores. Seu principal argumento é a defesa da liberdade cristã em oposição ao ensino dos judaizantes. Estes falsos mestres insistiam que a observância das cerimônias da lei era parte essencial do plano de salvação.

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